A Sombra dos Bens Futuros e a Imagem Exata das Coisas

Os verdadeiros "bens futuros" (bens eternos), através da "imagem exata das coisas" (realidade), contudo ensinados por Jesus, significa a realidade da vida agora (felicidade realizada agora através da imagem real das coisas, e não apenas prometidas, que significa sombra dos bens futuros). Ou seja, o contrário da promessa de salvação ou redenção no futuro.


De fato, nós confundimos a imaginação natural do cérebro duplo condicionado (passado e futuro), com a realidade da vida (aqui e agora, ou único momento presente). Porém, até que em fim, a ciência já detectou tal disfunção cerebral. Ilusão de nossa mente humana, ou seja, o tempo só existe em nossa mente condicionada.


Na realidade o tempo não existe, no entanto o "tempo imaginário" não significa exatamente a "eternidade do agora" (tempo eterno segundo Nietzsche), denominado habitualmente por nós de "tempo cronológico", porém diz respeito somente à imaginação de nossa mente (passado e futuro).


Além da mente individual, ou do entendimento humano, o termo "princípio e fim" descrito na Bíblia, significa uma única realidade infinita, a própria eternidade. Pois, mesmo a matéria transformando-se em energia e a energia transformando-se em matéria, não há de fato princípio e fim, senão relativamente.


No entanto, dentro de nossa mente individual condicionada (intelecto), a realidade infinita é dividida ou separada, segundo a percepção dualista do nosso cérebro condicionado. A realidade que conhecemos através dos cincos sentidos se revela exatamente conforme os conceitos opostos da mente coletiva ou universal (crenças opostas). Embora a causa disso, sempre esteve explicada no livro de Gênesis com sua linguagem aparentemente ingênua e até mesmo infantil, devido à necessidade da época em que foi escrita. Talvez por isso, o mesmo ainda não tenha sido compreendido pela maioria das pessoas, inclusive pelas as mais instruídas, devido ao próprio julgamento e discriminação (preconceitos) habitual da mente humana ainda atual.


Mesmo assim, até que em fim, seremos capazes de entender realmente o que disse Arquimedes:


É preciso eliminar o tempo, escondê-lo, fazê-lo desaparecer, transformá-lo, reduzi-lo a alguma outra coisa.

Na realidade o tempo (não imaginário) significa a eternidade (indivisível) e o espaço significa o infinito (único). Tempo e espaço (dualismo) é apenas eternidade única. Por exemplo: Você caminhando agora, sai daqui (espaço, lugar) e chegará lá ou ali (espaço, lugar) depois (futuro). Mas se observar direito ou atentamente, você saiu daqui agora e chegou "lá" agora (tempo e espaço único). Se remover o planeta Terra de seus pés, você estará no espaço e lugar único.


Você chega em "qualquer lugar" do espaço único sempre agora e nunca depois. É sempre assim. Os segundos, minutos, horas, meses e anos, são apenas idéias humanas que não tem nenhuma relação verdadeira com a eternidade, senão apenas imaginária (relativa). Por isso é dito que a mente, mente.


Você nunca pode chegar "ali" ou "", depois (futuro), senão apenas relativamente e não absolutamente. Chegamos realmente sempre agora no único espaço da eternidade. Resumindo, não vamos a lugar algum que seja separado, que não esteja inserido na eternidade única do agora.


Quanto à realidade relativa e absoluta, observando do espaço, o amanhecer e o pôr-do-sol no pequeno planeta Terra, todavia duram somente alguns segundos. São dezesseis amanhecer e dezesseis pôr-do-sol, cada dia na Terra. "Joseph Allen" (E.U.A.).


Este astronauta observou esse fenômeno em um relógio igual ao nosso. E quanto mais distante da Terra, o nosso relógio gira mais rápido. Logo isso demonstra a relatividade do tempo. Portanto, viajando no espaço, indo ainda mais distante do planeta Terra, será que não envelheceríamos? E a gravidade, será que poderíamos levá-la dentro de uma nave? Já existem experimentos e tentativas nesse sentido.


Se libertar da escravidão do tempo da mente dualística humana (passado e futuro, princípio e fim), da identificação com a mesma (imaginação, conceitos opostos, mentiras), significa um eficaz remédio para a inconsciência ou insanidade humana ainda atual.

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