Origem Espiritual do Ser Humano
Equívoco intelectual
Segundo o livro de Gênesis, antes nós éramos inocentes (ou, não tínhamos uma mente maliciosa), porem quando passamos a crer em dois supostos poderes, no bem e no mal ao mesmo tempo (contradição), fomos aparentemente expulsos do paraíso (existência harmoniosa) e em nosso lugar foi "colocado" Querubins (Gênesis, 3:24).
O incrível é que o livro de Gênesis, apesar de parecer tão ingênuo, seja tão sábio quanto à mitologia grega.
Observando atentamente os três versículos "Gênesis, 2:15", "Gênesis, 3:23" e "Gênesis, 3:24" podemos perceber, se quisermos, que antes nós tínhamos a mesma função dos Querubins, ou seja, a nossa função era "lavrar e guardar" o paraíso ou jardim do Éden. E após sermos aparentemente expulsos, ficaram em "nosso lugar" os Querubins (ou seja, nós mesmos), guardando o caminho da árvore da vida eterna, através de "uma espada de fogo". Ou seja, o que ocorreu foi apenas uma ilusão de nossa mente, um equívoco intelectual como diz o filósofo Nietzsche. Não fomos de fato expulsos do jardim do Éden, apenas acreditamos que fomos, devido à má consciência, ou consciência de pecado (a crença em dois supostos poderes, no bem e no mal) inventado pelas religiões moralistas. Malícia de nossa mente dualista condicionada, a qual nos condenou em vão.
Antes observe atentamente que no capítulo primeiro do livro de Gênesis, os textos se referem simplesmente a "Deus", e no segundo capítulo os textos se referem ao "Senhor Deus". Houve uma mudança, de "Deus" para "Senhor Deus". Isso não ocorreu por acaso, o tal "Senhor Deus" significa a Mente (instrumento da Vida).
Vejamos os três versículos citados acima sequencialmente a partir do segundo capítulo:
E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar (Gênesis, 2:15).
O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado (Gênesis, 3:23).
E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida (Gênesis, 3:24).
Quem guardava ou guarda o caminho da árvore da vida eterna é a tal suposta "espada de fogo" sob a supervisão dos Querubins. Você saberia o significado do simbolismo desta "espada inflamada"?
"Estávamos" no jardim do Éden para lavrar e guardar, e após a nossa crença em dois supostos poderes, bem e mal ao mesmo tempo (malícia da mente dualística), fomos aparentemente expulsos do jardim do Éden. Foi quando passamos a lavrar a terra através de nosso esforço próprio (suor de nosso rosto). Só que, em seguida os Querubins nos "substituíram" naturalmente, juntamente com uma misteriosa "espada de fogo", fazendo a nossa função de guardar. Ou seja, ficamos com apenas uma parte de nossa função, lavrando a terra, agora através do esforço próprio e da sabedoria humana (intelectual).
O nosso corpo foi tomado ou formado do pó da terra, mas antes não era terra, porém jardim do Éden. Lavrávamos e guardávamos o jardim do Éden, sem o esforço próprio, sem o suor de nosso rosto. Vivíamos pela graça espiritual, nada nos faltava, não havia doenças, morte nem pobreza. Mesmo assim, não estávamos acomodados nem de braços cruzados, fazíamos alguma coisa, éramos úteis.
Se observarmos direito, o jardim do Éden era a própria "Terra" (Gênesis, 2:7 a 17), em outra dimensão e com outra substância. E tal jardim não estava localizado apenas na banda do Oriente, mas no planeta inteiro. Agora, como compreender isso hoje? Eis a questão.
Confira o significado da simbologia de tal "espada inflamada". Clique na frase correspondente entre aspas.
Tudo isso significa que a Vida infinita se utilizou de seu instrumento "a Mente Universal incondicionada", para "criar" um paraíso, e "criou", ou projetou de fato um paraíso real e palpável para nós, semelhante à riqueza infinita da Vida eterna. Contudo, através da própria mente, agora condicionada pelas crenças opostas de bem e mal (sabedoria humana), abrimos mão do paraíso por opção, por não mais nos considerarmos dignos da vida eterna (Atos, 13:44 a 46). Jesus chamava isso de "pouca fé", e eu chamo de "complexo de inferioridade" e "síndrome do capacho". Deixamos aparentemente de ser inocentes, dóceis e amáveis e ficamos maliciosos, maldosos e cruéis. Esta é a origem da simbologia da "queda" do anjo.
Logo, a mente condicionada inventou a pobreza, a doença e a morte. Enquanto isso, Deus (a Vida real, interior e universal) não tem nada a ver com isso. Isto significa apenas ilusão mental nossa, conceitos, crenças.
Reflexão
Nunca se esqueça que toda circunstância prejudicial à sua vida pode ser evitada. Ninguém é vítima de alguma coisa, senão pela ignorância das leis da vida. Deus nunca teve a intenção de que alguém sofresse de decrepitude; Deus nunca teve a intenção de que existissem aleijados, alcoólatras ou viciados em drogas, e não há razão no mundo pela qual eles existam, exceto que o mundo jamais aprendeu a enfrentar estes problemas, fazendo com que eles deixem de fazer parte do modo de pensar da humanidade.
O mal não existe como algo criado por Deus. Deus não pune as pessoas, ainda que a antiga lei hebraica ensinasse que os pecados dos pais recairiam sobre os filhos. Mas quando os hebreus viram como essa lei era injusta, eles a repeliram duzentos anos mais tarde: "... eles nunca mais dirão, os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos se embotaram" (Jeremias, 31:29). Sim, eles aprenderam há três ou quatro mil anos a não aceitarem uma idéia tão cruel como essa, de que os pecados dos pais recaem sobre os filhos, e certamente deveríamos estar pelo menos tão adiantados como eles.
Como poderia um bebê sofrer porque seus pais tiveram pensamentos iníquos? Não, ele sofre por causa de crenças comuns a todos, as quais seus pais não sabem como abandonar. As pessoas não contraem resfriados, gripes ou pólio nos seus surtos por causa de seu modo de pensar errôneo: essa é uma crença universal que elas não sabem como combater.
Existe uma lei de Deus, mas temos de começar a pô-la em prática, primeiramente abandonando nossas crenças egoísticas de que qualquer pensamento que possamos ter é um poder, ou que tomando uma afirmação e fazendo-a penetrar em nossa mente, faremos afinal com que ela se torne verdade. Talvez ela se torne verdade. Mas isso é trabalho árduo; não é permanente nem espiritual; e, além disso, permite que outros dominem nossos pensamentos, e também nos tira a compreensão do único Poder que existe, que é Deus, cujo reino está dentro de nós.
Os que trabalham sem esse processo ativo de contínua formulação de pensamento, permanecem relaxados. Em lugar de tentarem ser uma força ou poder, apenas se tornam o veículo através do qual o Espírito trabalha; e, portanto, raramente há qualquer nervosismo ou irritabilidade, porque o Espírito está sempre renovando e reconstruindo. O Espírito está fazendo o trabalho e não "formulando pensamentos".
Joel S. Goldsmith - "A União Consciente com Deus"
Acompanhe conteúdos relacionados na seção “Filosofar Histórico”, especialmente os artigos “O Encontro de Melquisedeque com Abraão”, “Circuncisão – O Pacto Sexual” e “A Destruição de Sodoma e Gomorra”.




19 de novembro de 2009 15:39
"Sim, eles aprenderam há três ou quatro mil anos a não aceitarem uma idéia tão cruel como essa, de que os pecados dos pais recaem sobre os filhos..."
Bom, quero entender essa parte...
Se uma mãe, durante a gestação por exemplo, fuma em demasia, seu filho provavelmente terá alguma dificuldade respiratoria...
Se ela também durante a gestação, fazer uso de algum nárcotico, então as chanses de doenças bemm mais graves aumenta substancialmente... COmo assim? Estas dizendo que os filhos não pagam partes dos erros dos pais?
19 de novembro de 2009 19:50
Quem disse foi Goldismith. A sua observação está correta, porém tal “realidade” manifesta-se devido à crença universal na doença, no bem e no mal ao mesmo tempo. A crença em dois supostos poderes, a qual nega a onipotência e soberania de Deus. Pois, herdar qualidades é uma coisa, porém herdar os erros é diferente. A não ser que existissem duas verdades absolutamente.
Não tome por realidade, a ilusão. A lei hebraica antiga continua valendo e funcionando, enquanto acreditamos na existência do mal como uma realidade.
Eu diria que eles não aprenderam, senão teríamos também aprendido. O Goldismith foi apenas otimista. Segundo a Bíblia Deus falou em forma de profecia. Ou seja, chegará um dia que não acreditaremos mais em dois poderes opostos, logo não herdaremos também as doenças de nossos pais, porque isso é ilusão, crença.
Antes disso, cada um vai assumir seus próprios atos (inclusive de outras vidas), e não mais colocará a culpa nos pais (Jeremias, 31:30).
Leia: Jeremias, 31:27 a 30). Mas, antes que algum pessimista se apegue ao versículo “30”, é necessário também ler principalmente: Jeremias, 31:33 e 34). Aí sim, tudo estará consumado, e eu não terei trabalhado em vão. Sejamos otimistas.
Obrigado pelo seu importante comentário!
20 de novembro de 2009 00:41
"A sua observação está correta, porém tal “realidade” manifesta-se devido à crença universal na doença"
Pera ai... independente da nossa consciência, opinião, crença... não existe um valor intrínseco ao alimentos? Alguns nos levam a adoecer, outros regeneram nossa saude... COMO ASSIM?
O Valor, os efeitos das ervas, plantas, alimentos(gordurosos ou não), esta diretamente relacionado com nosso conhecimento acerca dele? (esse conhecimento pode ser pessoal/consciênte, insconsciênte, ou coletivo)
Se não houvesse crença, nos efeitos nocivos ou terapeuticos de plantas medicinais, estas deixariam de te-lo? Estou confundindo Verdades relativas, que são ilusórias sob perspectiva absoluta? Afinal, não to entendendo nada, pra ser sincero... Se vc pudesse, entre a descrição filosofica, colocar exemplos praticos, axo que ficaria mais facil...
Muito ObrigadO :D
20 de novembro de 2009 02:08
O “valor” do alimento ou os efeitos das ervas (maléfica ou benéfica), não precisam está diretamente relacionados com nosso conhecimento, porque seus efeitos atuam subliminarmente, devido à crença universal. A crença antiga (sabedoria humana) tornou-se lei neste mundo condicionado pela mente. Uma falsa realidade, bastante natural dependendo do estado de consciência que nos encontremos.
Exemplo prático: Tais efeitos são interrompidos provisoriamente através da hipnose. Pois, sob hipnose o indivíduo é convencido que ele está comendo uma maçã. Então ele sente o cheiro e o sabor da maçã, porém o que ele está comendo na realidade é uma cebola. O indivíduo aceita uma “realidade” pela outra. Ambas são relativas, mas para nós, são absolutas devido o estado de consciência que nos encontramos. Portanto, esta questão é deveras profunda. Mas para os leigos pode ser considerada bobagem, ou algo sem importância.
Sem as crenças dualísticas milenares (bem e mal), em dois poderes opostos, não haveria necessidades de plantas medicinais, e não haveria plantas nocivas. Segundo Jesus (dependendo do estado de consciência) nós podemos beber veneno e pegar nas serpentes, sem nenhum problema (Marcos, 16:17 e 18). Mas a nossa fé em um único Poder (Onipotência) ainda é pequena. Preferimos muito mais dois supostos poderes, a “verdade” que interessa ainda a maioria (amam mais as trevas do que a luz). Ou seja, transcender a dualidade é possível através de “seu nome”, ou em nome da Verdade (um único Poder), já que “Ele” é o Caminho, a Verdade e a Vida (Onipresença). Contudo, Cristo não é indivíduo, porém Consciência espiritual, a nossa própria Consciência individual e também universal. Logo: “Eu e o Pai somos Um”... “De mim mesmo nada posso fazer” (enquanto apenas ser humano). Aparência superficial.
Obrigado pela interrogação!
20 de novembro de 2009 03:19
AHhh... agora entendi, tomara que ninguém queira "provar sua Fê" e baba veneno... fanaticos sempre temm......
De qualquer modo, entendi um pouco axo.. :D
raramente entendemos quando lemos, mais do nada "cai a fixa"... dai compreendemos..
Muito obrigado pela atenção
20 de novembro de 2009 11:45
Tem uma religião evangélica americana cujos membros pegam nas serpentes, alguns morreram e outros desenvolveram anticorpos. Teve um fanático que entrou na jaula do leão e ficou todo arranhado e quase foi comido, he he he! A verdadeira fé é aquela que transcende a dualidade, a crença em dois poderes (bem e mal). Tal fé sempre foi muito rara, primeiro porque nem mesmo conhecemos a verdade do poder único. Quando eu li uma melhor explicação a respeito do único Poder, fiquei maravilhado. Mesmo assim, continuo engatinhando.
Quando se trata de um conteúdo muito profundo, como Eckhart Tolle e Joel S. Goldsmith, eu costumo ler atentamente de uma vez e depois vou relendo aos poucos. Dessa forma, a conscientização vai aumentando paulatinamente.
Obrigado pela sua iniciativa. Como o assunto aqui é profundo, são poucos os que conseguem entender e participar.
24 de novembro de 2009 00:45
Existe varios aspectos de Deus, o aspecto impessoal que é o ar, as plantas, o ar, etc o aspecto Paramatma, que esta dentro de cada um e o aspecto Bhagavan ( Jesus Cristo, a pessoa suprema, o todo completo o qual possui o conhecimento transcendental Divino o qual é dotado da potencia inconcebivel a mente limitada humana.
24 de novembro de 2009 12:12
Não existem duas Verdades nem duas Consciências (Onipresença). Esta preferência religiosa parece até mais otimista que a crença dos fariseus. Mas não difere muito, pois também não se considera digno de ser também Filho de Deus como o Cristo, nossa Vida (Colossenses, 3:4).
A mente humana é limitada porque se encontra condicionada pelas crenças. Por isso, é necessário transcendê-la. Ao transcender a mente condicionada, acessamos a mente incondicionada de Cristo. Mente cristalina que não julga segundo as aparências (I Coríntios, 2:14 a 16). A qual descobre que sempre “Eu e o Pai somo Um”.
Leia também: Colossenses, 1:26 e 27.
Obrigado pelo comentário!
24 de novembro de 2009 23:34
O que vc pensa a respeito do Livro "Conversando com Deus" de Neale Donald Walsch. ?
25 de novembro de 2009 09:59
Eu comprei este livro, o volume 1 na Estante Virtual, porém não li ainda. Ao ler apenas a introdução, eu achei muito interessante. Mas preciso concluir a leitura para conhecer melhor.