Fragmentos da Verdade
Certa vez, conversando sobre ufologia com alguém que estudava a mesma filosofia oriental, essa pessoa me disse que ufologia não tinha nada a ver com a verdade espiritual que buscávamos. Até então, eu também não havia percebido nenhuma ligação, mas mesmo assim, eu sentia uma forte atração por tal mistério.
Posteriormente eu fui percebendo uma interessante relação entre a ufologia e a verdade espiritual que eu buscava e comecei a escrever sobre o assunto. Portanto, leia o artigo "O Encontro de Melquisedeque com Abraão", e perceba a interessante iniciação espiritual de Abraão, orientada através de um ser inteligente que visitava o planeta Terra com sua misteriosa nave voadora.
Quando eu escrevo sobre a ufologia bíblica, não elaboro uma teoria intelectual. Enquanto isso eu me atenho ao documentário histórico e enfatizo os detalhes escritos a respeito do assunto.
Evidenciar os fatos conforme está escrito, apenas enfatizando e chamando a atenção para os detalhes registrados sobre tal fenômeno, não significa teoria intelectual nem crença religiosa. Trata-se apenas da realidade simples.
Portanto, devido a algumas preferências a certas crenças religiosas anteriores, é mais fácil acreditar que os seres inteligentes que visitavam a terra, com suas majestosas naves voadoras (conforme está escrito), vinham de alguma forma mágica ou imaginária, mas nunca de forma real e literal. A mente condicionada prefere fantasiar, a ter que encarar a realidade dos fatos. Mas, a natureza não dá saltos.
Por que uma crença religiosa qualquer, por mais inteligente e brilhante que seja, seria mais verdadeira e mais importante do que um fato histórico registrado? Crença religiosa não é fato. Um documento histórico vale mais do que milhares de crenças religiosas. Eis a questão, eis a importância do método filosofar histórico. A retradução dos textos antigos em termos de realidade.
Se tal conhecimento vai de encontro à mesma verdade espiritual que buscamos, o autoconhecimento, a percepção da verdade interior, a expansão da consciência. Por que então eu teria que ignorar, achando que tal conteúdo me distrairia ou dispersaria a minha atenção a respeito da verdade sobre quem eu sou? "A verdade é o desconhecido de cada momento", é o devir. Já pensou se Abraão não fosse iniciado espiritualmente por Melquisedeque? Provavelmente nunca teríamos ouvido falar em Abraão.
O que aconteceu entre Abraão e Melquisedeque foi importante? Com certeza.
Não discrimine mentalmente a realidade simples, porque assim estaremos negando a realidade, negando a ciência (constatação) e dando prioridade ao julgamento mental, ao pensamento abstrato.
O interessante de tudo isso, é que não se trata de crença nem de teoria intelectual, porém de realidade. Portanto, será que não há o mínimo de curiosidade sobre um assunto tão interessante? Pois, assim como Enoque, o profeta Elias viajava de vez em quando em tais objetos voadores (I Reis, 18:7 a 12), antes de ser arrebatado definitivamente (II Reis, 2:11), (II Reis, 2:16 a 18).
Hoje não utilizamos mais os termos "arrebatamento" e "trasladação", utilizamos o termo "abdução" para exemplificar o mesmo fenômeno. Preste atenção na palavra "redemoinho" presente no versículo 11 acima. Entenda o significado disso. O texto antigo descreve o que aconteceu conforme a linguagem daquela época, porém não foi exatamente um "redemoinho". Como uma pessoa real pode subir ao céu através de um "redemoinho" ou através de algo girando? Hoje já sabemos o significado, a não ser que não queiramos saber.
Eu não criei nenhuma teoria ou sistema a respeito desse assunto. Está escrito na Bíblia e qualquer pessoa pode verificar.
Segundo Osho:
A verdade tende a ser fragmentária. É tão infinita que com a mente finita você não pode jamais chegar ao todo. E se você continuar a insistir em chegar ao todo, perderá sua mente, transcenderá à sua mente.
Quanto mais você sabe, mais sente que há lacunas que não podem ser preenchidas.
No entanto, um sistema pode ser criado muito facilmente, porque as lacunas podem ser preenchidas pela imaginação. Porém, aqueles que querem permanecer com a verdade não podem criar sistemas.
Uma vez que um sistema insista em que sua versão da existência é a verdade absoluta, torna-se violento, destrutivo. Estes sistemas de verdades são poesias. Eles são bonitos, mas são simplesmente poesias. Muitos vazios foram preenchidos pela imaginação.
Quanto mais os vazios são preenchidos, mais a realidade se perde. E por último, todo o sistema desaba por causa desses vazios preenchidos.
Se você reúne todas as lacunas, isto se torna destrutivo, mas se você reúne todos os fragmentos da verdade, pode tornar-se um alicerce para a sua transformação (Psicologia do Esotérico).
Enquanto isso, não preencha as lacunas com imaginação. Tente reunir os fragmentos que sobrou da verdade, monte o "quebra-cabeça", e não se apegue ao fenômeno ufológico achando que a salvação está longe de nós, fora de nós. Porque, na realidade:
A mente está sempre procurando algo em algum ouro lugar, nunca aqui e agora. A mente nunca está aqui.
O real está aqui e agora; está com você agora. Apenas trabalhe em si mesmo.
Osho
"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses".
Sócrates




1 de novembro de 2009 21:28
Olá Edmilson, ao ler o artigo, sentir curiosidade de verificar a Bíblia, não contente em ler somente os versículos que indicou, fui mais adiante, e no versículo 23 e 24, há uma abordagem de um assunto muito estranho. Gostaria que me explicasse, pois, uma pessoa que está no caminho da iluminação, não se importaria com ofensas, nem tão pouco amaldiçoaria alguém, muito menos em nome do Senhor!
Obrigada!
1 de novembro de 2009 23:55
Eram mais de 42 seres pequenos. Eles eram brincalhões e zombeteiros. O texto antigo quer dizer, que tais seres não eram bem vindos a terra como outros eram. O “ataque das duas ursas” deduz que eles eram também indefesos.
O interessante é que muitos não observam a aparente coincidência entre o arrebatamento de Elias através de um objeto que voava girando (II Reis, 2:11), e estes mais de 42 seres pequenos (II Reis, 2:23 e 24). O versículo 24 se refere a “quarenta e dois daqueles pequenos”, dando a entender que eram mais de 42.
Obrigado pelo comentário!
2 de novembro de 2009 09:17
Quanto ao arrebatamento de Elias, está claro, só não ver quem prefere ficar sonhando.
Obrigada!
2 de novembro de 2009 11:20
Há uma tendência em ler a Bíblia como um livro apenas religioso, sem levar em conta seu sentido histórico, a realidade do que aconteceu de fato. Para compreender, basta trazer para a linguagem de hoje, porque ontem não era mais mágico que hoje. Não existem duas realidades, uma mágica e uma real. A realidade é simples, se algo se tornou visível aos cincos sentidos, tornou-se tangível, palpável, concreto (evidente, manifesto). Do contrário, não poderia ser visualizado com os olhos físicos.
O fenômeno pode até ter vindo de outra dimensão (ou não), mas ao adentrar de alguma forma a nossa terceira dimensão, não importa sua densidade anterior, tornou-se visível a nós, tornou-se concreto.
Falando em dimensão, a maioria das pessoas ainda hoje não sabe que habitamos literalmente a terceira dimensão, onde tudo contém apenas “comprimento, largura e altura” (ou espessura).
Obrigado pelo comentário!