Sinopse
Veremos que tudo começou através do "fruto do entendimento humano" (árvore da ciência do bem e mal), origem dos conceitos intelectuais opostos (o cérebro duplo), conforme registrado em um livro antigo, aparentemente ingênuo que denominaram Bíblia (Gênesis). Embora tenham transformado sua história e psicologia (ciência) em religião (crença), conforme verificaremos cuidadosamente. Antes, porém, observe atentamente que o livro de Gênesis utiliza o termo "fruto do entendimento", e não exatamente "fruto proibido", nem "maçã" ou "sexo", conforme muitos leigos ainda interpretam.
Na verdade, aqueles que lutam em vão à vida inteira através de uma pose de "santo" e do esforço próprio em busca de uma perfeição no futuro, por meio da repressão dos instintos naturais e da negação da vida inocente, não sabem que a "repressão religiosa" e a "degeneração humana" (compulsão), se originam dos pólos opostos da mente dualística (cérebro duplo). Já o equilíbrio ou harmonia pertence somente à vida sábia interior (consciência, lucidez), e não ao cérebro condicionado por conceitos humanos.
Antes de conhecer os livros de autoria de Eckhart Tolle e Joel S. Goldsmith, na realidade eu já vinha pouco a pouco me libertando da visão limitada da mente condicionada, através do abandono de qualquer resistência e julgamento mental e emocional. Enquanto isso, eu estava aprendendo a dizer sim a vida real agora através do auxílio de uma filosofia oriental otimista originária do Japão.
Foi assim que eu descobrir que, para o ser humano reencontrar a sua verdadeira origem interior (no espaço ou dimensão de mente pura, ou mente sem julgamento), faz-se necessário tranqüilizar a mente e observar os pensamentos condicionados (as crenças adquiridas desde a infância, consideradas verdades absolutas), conforme também ensinou o filósofo e matemático, René Descartes através de seu método científico "Dúvida Metódica".
Neste blog, entre outros assuntos abordarei a questão do ego. A palavra "ego" eu utilizarei sempre como algo superficial e ilusório, o contrário da consciência da vida real (Eu Sou). Quanto à palavra "mente", tentarei exemplificar a única mente universal (origem de nossa mente individual), em seu estado anterior incondicionada e em seu estado posterior e atual condicionada.
Embora, haja pessoas que aprenderam que a imaginação é poderosa. Veremos que a imaginação é apenas uma realidade mental (abstrata), assim como uma realidade virtual de um computador, o seu poder é imaginário. Quem concretiza a "realidade" mental ou virtual, somos nós mesmos (a vida). Sem a ação criativa da vida real interior, nada acontece. Mover um objeto com a mente através do auxílio de um aparelho, acontece devido à concentração. Na concentração não há pensamentos, porém consciência. Experimente fazer algo que exija atenção, pensando ao mesmo tempo. Não é possível, ou pelo menos não haverá qualidade. Enquanto pensamos estamos sonhando com o passado ou com o futuro, ambos imaginários. Enquanto isso, nós não estamos concentrados na realidade presente. Observe.
Não basta elaborar um projeto mental, se não agirmos agora para concretizá-lo. Logo, seja qual for à imaginação do indivíduo (positiva ou negativa), poderá ser, portanto transformada em realidade, se agirmos sempre agora para concretizá-la. Porém, a qualidade da imaginação e da concretização, depende sempre do nosso grau de consciência (lucidez).
Utilizarei alguns versículos bíblicos, mas não como é utilizado habitualmente ao pé da letra. Estarei sempre retraduzindo tais versículos em termos de realidade, do contrário não descobriremos nenhuma novidade. Portanto, sugiro que independentemente de sua crença atual, o leitor tenha uma Bíblia para consultar, de preferência traduzida por João Ferreira de Almeida.
Confira também neste blog a respeito da psicologia da vida real (a diferença científica entre realidade e imaginação), segundo a visão também do filósofo Nietzsche. Se você alguma vez ouviu algum comentário negativo a respeito do filósofo Nietzsche, com certeza vai se surpreender ao constatar neste blog, a versão positiva a respeito dele. Portanto, deixe o preconceito de lado se houver e boa leitura. Se coloque no lugar dele e imagine você sendo ridicularizado por uma sociedade influenciada pela religião moralista, apesar da sua inteligência. Lembre-se que Jesus também morreu de forma lamentável. Se Nietzsche discriminou a mulher como alguns interpretam, então o livro de Gênesis também fez o mesmo. Inclusive, se houve de fato a prática de incesto, Abraão também fez o mesmo (Gênesis, 20:12). A expressão "o homem livre é um guerreiro" ("boa guerra" ou "bom combate"), não significa exatamente guerra, como alguns interpretam, mas independência, criatividade e ousadia. Portanto, outros fizeram mau uso do conteúdo de Nietzsche segundo suas conveniências, assim como fizeram com a Bíblia.
O que tenho percebido, é que alguns simpatizantes do sábio filósofo Nietzsche, apenas repetem seu rico conteúdo sem ainda perceber o verdadeiro propósito de sua grandiosa e profunda obra. Já os não simpatizantes, se apegaram aos aspectos negativos, como por exemplo, alguns erros de seu passado e a forma que ele morreu. Ora, e como Jesus morreu? Não era também, considerado loucura e blasfêmia, dizer que um homem (humano) era Deus? Portanto, Nietzsche fez o mesmo, usando palavras diferentes.
O que Nietzsche denominou de "vontade de poder" significa a vida tentando se expressar livremente através de nós, tentando ser ela mesma (liberdade e criatividade), pois até então Ela foi proibida de se expressar de forma espontânea e natural devido à repressão e a compulsão (pólos opostos da mente condicionada).
A repressão através da moralidade religiosa não é e nunca foi à solução ou a promoção da harmonia, nem a compulsão através da imoralidade. Porém, não confunda "vontade de poder" (liberdade, criatividade) com "desejo de poder" (apego, posse).
A repressão e a compulsão (extremos do cérebro duplo), não significam liberdade de fato, porém escravidão e doença (sintomas psicológicos). E quem solucionará tal problema será a psicologia (ciência) e não a religião (crença). O problema é que, quando um psicólogo tenta explicar com base apenas na teoria intelectual, se perde e ninguém entende nada. E necessário passar pela experiência real sem medo (vivência), assim como sugere o Hinduísmo. Ou seja: "Devemos obter conhecimentos e os desejos dos sentidos e depois devemos abandonar tudo isso". No entanto, o que o Hinduísmo não explica é que, não devemos de fato abandonar os desejos dos sentidos repentinamente porque isso significa repressão, o oposto da compulsão. Tudo acontece pela prática e não pela teoria intelectual. Contudo, nunca escapamos da repressão ou da compulsão, enquanto não descobrimos quem somos, enquanto não vamos além das crenças em dois supostos poderes (bem e mal). Malícia da mente dualística.
O tal conhecimento que devemos obter, não é humano (sabedoria humana, ou a crença intelectual em dois "poderes" opostos). Mas o conhecimento de si mesmo, uma só verdade: Eu Sou o Único Poder. O filósofo Nietzsche chegou a perceber certo nível desse conhecimento, porque ele cita discretamente em alguns de seus livros, o Eu Sou, Eu Superior e o Corpo Interior. Embora, muitos de seus fãs e simpatizantes ainda não compreenderam.
A inocência da vida negada pela maioria das religiões, é uma realidade. É claro que nunca pode haver inocência (harmonia, equilíbrio) enquanto a mente humana insistir na crença maliciosa do bem e do mal. Isso é difícil de ser entendido pelo intelecto, a não ser que vivenciemos todas as experiências sem repressão e alcancemos certo equilíbrio ou harmonia pelo conhecimento de si mesmo. E isso não significa ser santo nem melhor que ninguém. Voltamos apenas a ser nós mesmos, vivendo naturalmente sem abrir mão dos prazeres naturais, contudo sem repressão nem compulsão. Observe que Jesus não era abstêmio assim como João Batista.
Eu não me refiro somente a compulsão diagnosticada pelos psicanalistas ou psiquiatras, mas a compulsão comum, aquilo que os religiosos chamam de "pecado" e alguns psicólogos modernos chamam de "agir compulsivo". Qualquer tipo de excesso que pode levar a uma destruição física da própria pessoa ou de terceiros. O viciado em pessoas (apego, ciúmes) e a gula, são apenas dois exemplos. Contudo, nenhum destes sintomas psicológicos se resolve pela repressão ou abstinência.
Estudaremos também a respeito do apóstolo Paulo (tão criticado por Nietzsche), e veremos que ele, ao abrir mão dos rudimentos da doutrina de Cristo, acabou por revelar uma incrível semelhança entre a visão de Jesus e a de Nietzsche. Logo perceberemos porque o filósofo Nietzsche não foi exatamente um ateu conforme foi interpretado até hoje e porque Jesus não foi um religioso moralista como os fariseus ou João Batista (abstêmio e selibatário).
Não julgue ou critique tal assunto precipitadamente, antes de perceber a importância e o fundamento dessa realidade, mesmo que inicialmente pareça um paradoxo. Ambos, Jesus e o filósofo Nietzsche utilizaram técnicas inteligentes que só hoje podemos compreender.
À medida que eu ia lendo os livros do sábio filósofo Nietzsche, fui percebendo o que ele queria revelar realmente a humanidade. Só que precisei ler atentamente e pacientemente vários de seus livros, até encontrar os termos "corpo interior", "eu superior" e "eu sou", colocados sabiamente e de forma discreta. O que ele utilizou bastante foi à palavra "vida" e previu que posteriormente os espíritos livres (mestres da auto-redenção segundo ele) utilizariam à palavra "consciência", e acertou em sua previsão.
Segundo sua previsão, o filósofo do futuro (espírito livre) surgiria na Europa, o tal mestre da auto-redenção semelhante a Buda, que apareceria como "estágio avançado da cultura". O poder que revelaria na Europa, um poder entre os povos, entre as classes, entre rico e pobre! Entre mandantes e submissos, entre os indivíduos mais inquietos e os mais quietos e aquietadores!
Será que alguns desses filósofos do futuro (espíritos livres) já surgiram na Europa? Esteja atento e com a mente aberta para poder perceber o fundamento e poder de suas palavras. Assim como Jesus, eles não aparecem na política, mas humildemente e humanamente entre o povo, claro. E não como um indivíduo sobre-humano como imaginam e esperam geralmente muitos religiosos fanáticos. O mesmo erro foi cometido no passado, quando do surgimento de Jesus Nazareno (humano).
Aproveitei o auxílio da visão do filósofo Nietzsche neste trabalho, devido ele haver transcendido também a crença moralista humana, ou a crença em dois "poderes" (bem e mal). Desse modo, estudaremos a respeito da crença em dois supostos poderes e a verdade de um único poder. Assim, poderemos compreender melhor, porque Nietzsche também pregava contra a crença nos deuses externo, ou nos supostos poderes externos, separado do homem.
Quanto a moral, a verdadeira moral do sentimento significa simplesmente amor e perdão e não uma crença maliciosa no bem e no mal, a qual nos condena em vão até hoje.
Para tornar-me um pesquisador livre, precisei ir além das religiões, assim como sugere o filósofo Nietzsche, mesmo antes de ler seus livros. Desse modo pesquisei por conta própria, independente de crenças e opiniões de religiões e confesso que valeu a pena. Desse modo, foi possível perceber que os filósofos considerados ateus sabiam muito mais sobre Deus (ou a Vida real) que a maioria das religiões.
Eu utilizo a crítica, mas não com o objetivo cruel de julgar nem condenar ninguém, porém com o propósito de expor e esclarecer os equívocos de antigas interpretações bíblicas.
Obrigado pela visita e boa leitura!
Observação
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24 de julho de 2009 11:44
Depois que entrei uma só vez, fiquei viciado no seu blog...
muito obrigado por proporcionar tudo isso!
24 de julho de 2009 15:40
Que bom que você gostou. Bem-vindo e obrigado pelo comentário!
1 de setembro de 2009 08:16
Ocasionalmente,através de rolagem de programas,cheguei inesperadamente ao seu website e blog.Percorri todos os links e fiquei impressionado com a profundidade de suas dissertações que levam ao conhecimento mais profundo e nos libertam de tantos exageros.Sempre tenho sido contrário a muitas verdade disseminadas que não convencem.Gostei e prometo daqui para a frente ser um assiduo leitor de seus comentários,pois ainda muito tenho a aprender,pois só a verdade liberta.É muito gostoso interpretar com realidade.Parabéns.Vida longa e saúde desejo-lhe.
1 de setembro de 2009 09:26
Aos poucos vamos descobrindo que o nosso cérebro duplo é lógico e ilógico ao mesmo tempo. É interessante perceber suas contradições e loucuras.
Seja bem-vindo. Obrigado pelo comentário!