Progressiva Degeneração da Filosofia

Verifiquemos agora minuciosamente uma outra importante descoberta do filósofo Nietzsche, a respeito de como a mente substituiu a vida interior:


Um tipo de filósofo encontra-se os pré-socráticos, nos quais existe unidade (harmonia) entre o pensamento e a vida, esta "estimulando" o pensamento, e o pensamento "afirmando" a vida. Mas o desenvolvimento da filosofia trousse a progressiva degeneração dessa característica, e, em lugar de uma vida ativa e de um pensamento afirmativo, a filosofia propôs como tarefa "julgar a vida", opondo a ela valores pretensamente superiores, medindo-a por eles, impondo-lhe limites, condenando-a.

Foi à conseqüência do equívoco da razão (do intelecto), a causa da progressiva degeneração da filosofia otimista, na qual existia harmonia entre o pensamento e a vida.


A filosofia degenerou devido à vida não mais "estimular" (inspirar) o pensamento, e o pensamento não mais "afirmar" positivamente a vida, mas pelo contrário, a mente se rebelou e assumiu sozinha o lugar da vida interior (nosso lugar). Em seguida surgiram as religiões moralistas. Sabedoria humana, demasiada humana.


Esse fenômeno, a Bíblia retrata como a "queda espiritual da humanidade", foi quando a mente tomou o poder da vida interior (consciência, sabedoria espiritual). Então surgiu como conseqüência a sabedoria humana, à religião moralista e a ciência materialista (extremos da mente dualista). Desse modo o ego (diabo psicológico, a mente soberba), se acha mais esperto que a própria vida e a natureza. Assim entrou no mundo a malícia e a condenação da mente doentia (idéia de impureza e pecado original). Desse modo, o homem não mais se considera digno da vida, do melhor, da liberdade, conforme o exemplo dos religiosos da época de Jesus (Atos, 13:44 a 46).


Por isso, existe a iniciação espiritual através da "religião" (crenças), depois "metafísica" (conhecimento da mente), depois "espiritualidade" (compreensão de Deus: "Eu Sou"). Agora, dentro de nós e não fora nem longe, no céu (ciência espiritual). Contudo, tanto a religião quanto a metafísica intermediária, atuam na preparação do caminho do Senhor que é Espírito (II Coríntios, 3:17), (linguagem bíblica que significa: Despertar da consciência espiritual do ser humano). Ambas tem a mesma missão ou tarefa pouco iluminada ou de pouco brilho de João Batista e Kant (João, 5:35), mas cada uma com seus méritos.


É preciso evoluir do estado de consciência material (ciência materialista), para o estado de consciência mental (metafísica intermediária) e finalmente para o estado de consciência espiritual (despertar da consciência espiritual).


A crença filosófica e religiosa, segundo a qual o homem é mal e pecador (imperfeito), condenaram a vida real interior, inocente e amável. Antes disso, o princípio masculino da vida interior administrava a razão (sabedoria) e o princípio feminino da vida interior era responsável pela emoção (amor), e o filho (verbo) era a nossa palavra otimista e realista de reconciliação que afirmava positivamente a vida real agora, antes da mente tomar o poder (II Coríntios, 5:19). Contudo, isto poderá ser explicado cientificamente através de outras palavras. Assim espero que a ciência ao evoluir, não tarde em explicar detalhadamente, ainda mais claro do que este texto simplório, sobre a diferença entre realidade e imaginação. Assim o fanatismo religioso mundial será reduzido.


Recapitulando, imaginação nada mais é que fantasia (mentira), e a realidade é vida real (verdade). O tempo da nossa mente dualística (cérebro duplo), todavia denominado "passado e futuro", é ilusão, é mentira. Só existe a realidade da vida agora e sempre. O passado não existe e o futuro só acontece agora, nunca depois, no além. Há apenas eternidade da vida agora.


Enquanto não sentimos e vivenciamos realmente agora o que é a vida real interior (quem somos), continuaremos tendo uma idéia superficial a respeito da Vida (nossa consciência espiritual). Assim o cérebro tende a menosprezar e desvalorizar a vida, pensando sempre que é mais esperto e mais sábio que a própria vida interior (consciência profunda), entretanto é aí que está o seu equívoco (erro da razão). O que Nietzsche chamava de ser ilógico (ou melhor, cérebro ilógico). Inconsciência humana.


Quando a vida (consciência) não mais estimula (ilumina) o pensamento (imaginação), e o pensamento não mais afirma positivamente a vida (realidade), significa que perdemos capacidade de cognição e conseqüentemente ficamos menos conscientes e nos tornamos seres ilógicos e injustos (II Coríntios, 3:3 a 6).


É preciso confiar na nossa capacidade interior, nossa verdadeira natureza, conforme diz os versículos indicados acima. Embora, o pessimista prefira as interpretações que lhe foi dada como verdadeiras. Todavia Cristo não é uma pessoa humana, apesar de Jesus ter sido um ser humano. Cristo é consciência espiritual, lucidez da vida real agora (otimismo, liberdade). Nossa realidade interior.


Ao detectar tal sintoma: "Progressiva degeneração do pensamento otimista", Nietzsche afirma:


Não posso acreditar, ainda que me seja evidente: falta consciência intelectual a grande maioria das pessoas; pareceu-me, freqüentemente, que quando alguém a possuía, nas mais populosas cidades, estava tão só como no deserto. Todos olham para nós como se fôssemos estrangeiros e continuam a fazer uso da sua balança, dizendo que isto é bom, que aquilo é mau; ninguém enrubesce de vergonha quando deixa perceber que os seus pesos não são justos; ninguém se indigna contra vós; talvez riam das vossas dúvidas. Quero dizer: a maior parte das pessoas não acha desprezível acreditar nisto ou naquilo e agir de acordo sem ter pesado o pró e o contra, sem ter consciência profunda das suas supremas razões de agir, sem mesmo de ter incomodado a inquirir essas razões; os homens mais dotados e as mulheres mais nobres também fazem parte desse grande número. No entanto, encontrar-se no meio desta "rerum concórdia discors" (discordante conserto das coisas), desta maravilhosa incerteza e multiplicidade da vida, e não interrogar, não tremer com o desejo e a ânsia de se interrogar, de nem sequer odiar aquele que o faz, talvez até troçar disso sutilmente, eis o que eu considero desprezível, e tal percepção é o que procuro em primeiro lugar em cada pessoa: não sei que loucura me persuade sempre de que qualquer ser humano a possui como ser humano.

Com certeza. Por exemplo, Jesus começou interrogando os doutores da lei desde muito jovem. Será que também não somos capazes disso? Claro que somos afinal Jesus era humano. Logo qualquer ser humano é capaz disso, principalmente se acreditar nesta possibilidade otimista. Contudo, Jesus não foi à única criança inteligente ou superdotada do mundo, cuidado com o complexo de inferioridade, ou o "culto ao gênio". Quando a pessoa tem uma mentalidade inocente e humilde como uma criança com sede de saber, ela costuma naturalmente interrogar sempre, depois de ouvir atentamente.


Por que falta consciência a grande maioria das pessoas conforme Nietzsche afirmou? Porque a maioria das pessoas encontra-se inconscientes. Por isso Nietzsche questionou:


Por que a natureza foi tão avarenta a ponto de recusar aos humanos o dom de brilhar mais ou menos conforme a intensidade da sua luz interior? Por que os grandes homens não possuem assim como o Sol, tanto na sua alvorada como no seu ocaso, uma tão bela visibilidade? Quantos equívocos desapareceriam assim da vida social!

Enquanto os equívocos intelectuais permanecem na vida social, veja rapidamente hoje à noite o noticiário na televisão, o exemplo real da insanidade humana (envolvendo pessoas ignorantes e ilustres). Precisamos "acordar" agora.


Quanto aos versículos bíblicos indicados anteriormente (II Coríntios, 3:3 a 6), são quatro. Se você tiver uma Bíblia, por favor, leia e releia com calma e atenção. Não tenha tanta certeza que você já compreendeu o que está escrito. De preferência consulte uma Bíblia que não foi ultimamente modificada por certos religiosos que se consideram donos da Bíblia.


Você perceberá que, devido muitos não compreender que Cristo significa "Consciência espiritual, Lucidez" (da vida real interior), fizeram a maior confusão. No entanto, mesmo que Cristo aparecesse agora visivelmente e do jeito que muitos ainda acreditam, não deixaria de continuar sendo uma pessoa humana, de consciência iluminada e mais lúcida que a maioria dos homens atuais, inclusive religiosos. Contudo, o nosso cérebro sonhador prefere acreditar que a vida sábia interior (Eu Sou) pode aparecer externamente (visivelmente), porém separado da vida real do homem (ser humano), como se fosse algo imaginário. Não acredita de forma alguma, assim como os fariseus da época de Jesus, que o homem é digno da vida, que o Homem é Vida eterna (consciência espiritual). Inclusive, os demais seres viventes possuem a nossa mesma Vida. Tudo é vida digna que merece nossa sincera reverência, gratidão e respeito, o resto é ilusão de nossa mente. Equívocos intelectuais.


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