A Busca da Verdade

Todos os ensinamentos que colocam Deus à parte, como algo separado de nosso próprio ser, só prolongam esta nossa procura. Quando voltamos ao ensinamento do Mestre e descobrimos que o reino de Deus está dentro de nós e abaixamos os olhos das nuvens e começamos a procurar por toda parte dentro de nós mesmos - dentro do nosso ser, dentro da nossa consciência -, mais cedo ou mais tarde, chegamos à percepção: "Por que eu estive procurando Deus fora se, todo o tempo, eu e o Pai somos um?" (Joel S. Goldsmith, em "As Palavras do Mestre").

Conforme podemos perceber nos Evangelhos, Jesus era sociável, freqüentava festas, comia e bebia com pessoas consideradas pecadoras pelas religiões da época. No entanto, é claro que Ele não pôde ser assim tão sociável durante a sua busca espiritual até próximo de 30 anos de idade.


Muitos leigos ainda acreditam que Jesus não era humano, e que o despertar de sua consciência espiritual (iluminação) aconteceu magicamente ou instantaneamente sem nenhum exercício prático de sua parte. Porém, quando ainda jovem, ao ouvir e interrogar os doutores da Lei do Velho Testamento significa que Ele estava de fato iniciando seus estudos de forma independente. Observe que Ele não ouvia somente como muitos fazem, mas interrogava também aqueles que se consideravam os donos da verdade. A sua ausência nos Evangelhos entre mais ou menos os 12 aos 30 anos de idade, não foi por acaso. A busca da verdade exige empenho e dedicação sincera:


Aqueles médiuns que sabem como afastar-se do mundo seis horas por dia para onde nem mesmo possam ouvir o telefone tocar, com muita freqüência são capazes de preservar o mais alto estado de consciência.


O discernimento espiritual
não é para ser obtido nas horas vagas. Ele exige uma devoção maior do que seria necessário ao esforço de se aprender uma nova linguagem ou tocar um instrumento musical. Deve haver o desejo do coração. Dado isso e a disposição de estudar e praticar levará apenas pouco tempo até que uma pessoa possa alcançar alguma medida de consciência espiritual e mostrá-la em trabalho real (Joel S. Goldsmith, em "O Despertar da Consciência Mística").


... a televisão, o rádio - tudo é de molde a nos desviar da nossa meta. Tudo nos mantém tão ocupados que não encontramos tempo para nos descobrir, e, por fim, perdemos a capacidade de fazer isto. Inicialmente, a tentativa de encontrar aquela quietude e paz interior parece separar-nos do resto do mundo. Deixa-nos com uma sensação de solidão, e, de uma forma ou de outra, temos de conseguir sobreviver a esse estágio.


A menos que nos disponhamos a nos separar do mundo e dedicar alguns períodos à descoberta de nosso Eu, naturalmente não vamos ter sucesso em atingir a meta da união com Deus.


Ao alcançarmos isso, teremos a capacidade de aproveitar o relacionamento com cada ser humano, em toda parte, em nosso nível espiritual. Temos raras e ricas companhias, mas estas geralmente só chegam depois de termos sacrificado às companhias e atividades humanas até atingirmos essa unicidade com a Fonte, descobrindo então nossa unicidade mútua (Joel S. Goldsmith, em "Viver Agora").


Uma única coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não encontrar ninguém durante horas, é a isso que é preciso chegar. Estar só, como a criança está só (Rainer Rilke).


Graças à nossa disposição de trocar alguns dos nossos prazeres e proveitos materiais pelo desenvolvimento de nossa Alma - conservando nosso pensamento fixo em Deus e habitando no esconderijo do Altíssimo -, é que tem havido pelo menos certo desenvolvimento em nossa consciência. E esse desenvolvimento é responsável pelo nível de harmonia, paz, felicidade e abundância que agora estivermos manifestando e desfrutando. Pela graça de Deus nos foi dado alcançar maior luz espiritual, e agora nos encontramos em um estado de consciência que produz alguns frutos espirituais (Joel S. Goldsmith, em "Setas no Caminho do Infinito").

Enquanto isso, quando a consciência espiritual interior se revela em nós agora, uma compaixão genuína vai surgindo naturalmente. De repente, a pessoa não fica mais indiferente e não ri mais da miséria e do sofrimento alheio como outrora.


O ego geralmente, além da indiferença sente prazer com o sofrimento alheio, devido o mesmo ser individualista desde quando adquire a percepção de individualidade e a condenação através da crença universal em dois supostos poderes (bem e mal). Devido o indivíduo não compreender e não mais sentir que eu e o outro somos um, uma só vida infinita, eterna e perfeita.


A percepção de individualidade que adquirimos em torno de um ano de idade, sempre foi analisada pelos leigos (principalmente religiosos), como sendo a verdadeira natureza do ser humano, como se o ser humano fosse somente ego, individualista (egoísta somente). Porém isso não é verdade. Eu afirmo isso não com base na religião (crença), porém com base na ciência (psicologia). Veja detalhes e comprovação científica a respeito desse assunto em: Avaliação Cognitiva da Mente.


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