O Questionamento de Nietzsche e Jean-Paul Sartre

Quando eu li pela primeira vez, depois de adulto os livros do filósofo Nietzsche, fiquei surpreso com o conteúdo, e sou-lhe muito grato pela sua contribuição tão valiosa para a revelação da verdade (vir a ser), ou o despertar da consciência espiritual da humanidade. Vir a ser ou descobrir que já somos. Para mim, seus livros significam um grande achado arqueológico. Os livros dele que eu mais gostei foram: "Humano, demasiado humano" e "Aurora".


Ao prossegui a leitura dos livros de Nietzsche, eu percebi que ele ao interpretar Deus como sendo uma contradição da própria vida, na verdade ele havia denominado de "Deus" a religião cristã de sua época. Porém, segundo a Bíblia Deus significa vida e não religião. Já o apóstolo Paulo compreendia bem esta questão ao afirmar que Cristo é a nossa vida (Colossenses, 3:4). Portanto, veja a segui como Nietzsche e um outro filósofo chamaram de Deus, a repressão da religião moralista.


Por exemplo, o filósofo francês, Jean-Paul Sartre disse: "Mesmo que Deus existisse, seria necessário rejeitá-lo, pois a idéia dele nega a nossa liberdade". A meu ver, creio que ele quis dizer: "Se existisse Deus, Ele não negaria a nossa liberdade, nem escravizaria o homem com a idéia de pecado". Porém, quem escravizou o homem não foi à vida inocente, mas o próprio homem através da mente dualística e maliciosa (cérebro duplo). Portanto, foi devido à crença na existência do mal (idéia dualística de pecado e santidade), conforme está escrito também no livro de Gênesis.


O ser humano ama sempre a liberdade, naturalmente assim como qualquer ser vivente, mesmo que a religião moralista nos convença do contrário, e nos escravize provisoriamente. Assim como Jean-Paul Sartre, Nietzsche também escreveu: "Deus é uma resposta grosseira, uma indelicadeza contra nós, pensadores - no fundo, nada mais é que uma proibição grosseira contra nós".


Logo podemos perceber (se quisermos, é claro) que, quando esses homens se referiam a "Deus", eles estavam se referindo a religião moralista e dominante da época, devidos o sentido das palavras "proibição" ou "escravidão" que ambos utilizaram, e não exatamente a Deus como vida ou consciência maior (Lucidez). Contudo, segundo o apóstolo Paulo, onde está o Espírito de Cristo, aí há liberdade (II Coríntios, 3:13 a 17), (Gálatas, 2:3 a 5).


Infelizmente a verdade do Evangelho não permaneceu entre nós, conforme Paulo pretendia. Devido à circunstância da época, não poderia ser diferente.


Através destes versículos sugeridos, podemos perceber que os fariseus ocultaram a liberdade ensinada por Jesus, por isso surgiu tal questionamento dos homens mais inteligentes. Na verdade, Jesus tentou fazer o mesmo que Nietzsche, porém ambos fracassaram aparentemente, na tentativa da "transvaloração de todos os valores". Pois, dependendo da época, isso é simplesmente impossível. Essa proeza só se consegue no decorrer da evolução humana, desde que cada um faça a sua parte cientificamente (conscientemente). Por isso, o trabalho de Jesus e de Nietzsche não foi em vão e ainda está valendo. Com certeza!


Na realidade:


Sob o domínio da moralidade do costume, toda espécie de originalidade adquiriu má consciência; até o momento de hoje, o horizonte dos melhores tornou-se ainda mais sombrio do que deveria ser. (Nietzsche em "Aurora").

Por exemplo, o próprio Nietzsche apesar de ter sido tão sábio, um dos melhores homens de sua época (mais lúcido), tornou-se como se fosse um homem sombrio, porque só se referem hoje sobre o problema de saúde que ele teve, e sobre alguns erros que ele cometeu no passado. Mas errar é humano, "quem nunca errou que atire a primeira pedra".


Ainda hoje, raras pessoas conseguem perceber a sua originalidade e inteligência. Quanto a Jesus, o homem mais sábio de todos os tempos, transformaram simplesmente em um religioso moralista e abstêmio como João Batista. Quando, na realidade Ele era o oposto disso, conforme está escrito e ignorado pela maioria das pessoas.


Infelizmente ainda não compreenderam o verdadeiro propósito do Evangelho otimista de Cristo e dos livros de Nietzsche, inclusive nem estes versículos que acabei de citar, foram ainda capazes de compreender. Mas, se você quiser realmente resgatar hoje, um pouco do ensinamento original de Jesus, leia e releia os livros de Eckhart Tolle e Joel S. Goldsmith. Contudo, é preciso estar preparado, ter mente flexível e maleável.


Vendo desse prisma o questionamento dos homens denominados céticos, o ateu que valoriza a vida real aqui e agora, tem uma fé mais saudável que um religioso que nega a vida real e adora um "Deus" imaginário, separado da vida do homem. Mesmo assim, segundo o apóstolo Paulo, tal Evangelho pessimista e equivocado auxiliará na iniciação espiritual das pessoas (Filipenses, 1:18 e 19). Isto, porém não anula o problema do fanatismo religioso ainda atual, e também não impede o acontecimento de alguns fenômenos que hoje denominamos milagres, que às vezes ocorre entre eles. Porém, segundo Jesus, é a fé do indivíduo que origina tais fenômenos. Exemplo: "A tua fé te salvou!". Pelo menos provisoriamente de determinado problema ou sofrimento.


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