Não Há Vida Eterna no Além

É preciso compreender porque Nietzsche não admitia também nenhuma verdade além da realidade do agora. Ele também não acreditava em uma "vida eterna" num futuro longínquo. Segundo ele:


Não há vida eterna no além, porque a vida já é eterna aqui em sua incessante apresentação.

Ou seja, a vida é eterna já, a partir de agora e não somente depois, no futuro imaginário da mente (ilusão mental). Inclusive, o filósofo Spinoza chegou à mesma conclusão.


A principal insanidade humana é querer está em algum lugar que não seja agora. É "viver" tentando fugir da realidade do agora.


A palavra além significa, segundo o dicionário: "Lá ao longe, bem longe, mais adiante". Portanto, significa futuro. A seguir entenderemos melhor o que Nietzsche quis dizer com estas palavras. Isto é o mesmo que Jesus falou ao afirmar que o Reino de Deus está próximo (perto, íntimo), e não exatamente longe (no além), conforme acreditava negativamente as religiões de sua época, inclusive a religião de João Batista.


Na verdade:


Que diferença pode fazer se eu olhar a vida deste lado ou daquele? No que diz respeito a Deus, que importa de qual lado da fronteira se viva a vida? A vida é eterna: não pode ser de outro modo. Ela prossegue sem parar e se cumpre sem cessar.


O onipresente Eu é uma experiência contínua, não uma experiência que começa amanhã. Se a fé se relaciona com alguma coisa além deste momento, não é fé (Joel S. Goldsmith, em "Viver Agora").

Observe a semelhança entre as frases: "A vida já é eterna aqui", "incessante apresentação", "a vida eterna prossegue sem parar", "sem cessar", "o onipresente Eu é uma experiência contínua". Ambos, o filósofo Nietzsche e o místico e espiritualista Joel Goldsmith disseram a mesma coisa. Infelizmente Nietzsche continua sendo ignorado por muitos até hoje, inclusive Joel Goldsmith. Não sabem a oportunidade de aprender que estão perdendo.


Quanto à palavra "fé", o filósofo Nietzsche não apreciava tal palavra, porque na verdade a fé não tem o sentido imaginário e equivocado que foi entendida. Veja a seguir o significado verdadeiro e profundo da fé:


A palavra "fé" é pervertida quando se torna fé em alguma coisa ou alguém, mesmo em Deus. Não pode haver fé em pessoa alguma ou coisa alguma, em conceito algum ou idéia alguma. A única fé verdadeira que existe é a fé que confia em Deus para dirigir Seu universo sem qualquer ajuda do homem. Eu Sou não precisa de fé porque Eu Sou matem a si próprio e, portanto, não precisa de ajuda.
(Logo, que importância tem os deuses ou poderes externos?).


Depositar fé em qualquer coisa externa - uma pessoa ou coisa, uma idéia ou conceito - é o mesmo que ter medo de bombas, de germes ou do tempo. Não deve haver fé em coisa alguma ou pessoa alguma, assim como não deve haver medo de coisa alguma ou de pessoa alguma. Então você pode descansar na segurança do É.


No momento em que tem fé em uma coisa ou um pensamento, em uma idéia ou um conceito, você constrói um ídolo e depois precisa curvar-se e adora-lo. Quando você fala em fé, não deve ser fé em. A princípio este tipo de fé exige um grau de coragem, porque significa que, enquanto houver quaisquer aparências negativas ou más, você precisará aprender a não temê-las e não pedir ajuda contra elas.


Quando você pede ajuda, a ajuda que está pedindo deve ser ajuda para ter a coragem de ignorar as aparências, embora você reconheça que existem aparências. Se pedir ajuda para livrar-se das aparências, você está no sonho humano. A capacidade de afastar-se do medo está em proporção direta com sua fé, uma fé sem a palavra "em". Esta é uma idéia difícil de dar ou receber e você não pode recebê-la enquanto estiver tentando compreendê-la, porque a mente não pode apreender o intangível (Joel S. Goldsmith, em "Viver Agora").

Agora verifique a conclusão que o filósofo Nietzsche chegou, ao valorizar e prestar atenção ao momento presente (agora), a vida real interior, em vez de ignorá-la ou tentar vivê-la somente no futuro:


Com a penetração na origem aumenta a insignificância da origem: enquanto o mais próximo, o que está em torno e em nós, começa gradativamente a mostrar cores, belezas, enigmas e riquezas significativas, com que a humanidade antiga não sonhava. Outrora os pensadores davam voltas como animais aprisionados e enfurecidos, sempre olhando as barras de sua jaula e arremessando contra elas, a fim de quebrá-las: e parecia beato aquele que por uma abertura acreditava ver algo de fora, no além e na distância. (Aurora).

O que Nietzsche descreveu, significa o despertar da consciência espiritual da humanidade, aqui e agora (lucidez da vida sábia), quando descobrimos a nossa verdadeira natureza interior. A jaula significa a ilusão de nossa mente (passado e futuro). Falsa metafísica ou falsa psicologia (realidade imaginária).


Também o ensinamento de Jesus (atemporal) era totalmente o oposto dos ensinamentos divulgados naquela época e ainda hoje, pela maioria das religiões convictas que já compreenderam a Verdade (realidade da vida eterna agora).


6 comentários:

  1. Nicael disse...

    maior e deus pai o resto sao espitos primarios e vivem a qui terra para evoluir

  2. Blog evidente.info: Edmilson disse...

    Olá Nicael,

    O título do artigo é apenas para chamar a atenção para um assunto abordado através de um ângulo diferente. Quanto aos espíritos primários, que vivem nesta dimensão para evoluir, é uma realidade, porém relativa. Conforme dizia Jesus: “Seja feito conforme você crer”.

    Leia o artigo completo e procure compreender, não tenha medo. Observe que os fariseus religiosos da época de Jesus, assim como a maioria dos religiosos de hoje, não se consideravam dignos da vida eterna agora, senão somente depois da morte (Atos, 13:44 a 46).

    Acreditar que vamos evoluir somente depois, num futuro imaginário, significa a mesma crença dos fariseus e de João Batista. A fé mais saudável é: “O reino de Deus está próximo” (Marcos, 1:14 e 15), íntimo, aqui e agora, dentro de nós.

    Obrigado pelo comentário!

  3. _Gui_ disse...

    Uma dúvida, falando em Vida no Alem, algo que me deixa ansioso...

    A idéia central do cristianismo, é de que quando morrermos permaneceremos, junto a nossa familia, amigos, enfim "junto aos nossos", pela eternidade... Já as doutrinas reencanacionistas, budistas enfim... dizem que muitos de nós seremos obrigados a reencarnar, e outros prosseguirão suas jornadas a Mundos mais elevados, é estranho pensar que "Somos viajantes imortais" e não temos Pai, nem Mãe,nem amigos nem nada... e que tudo é efemero, e apenas nós permaneceremos... Sei lá, me parece uma perspectiva pessimista... o que tem a dizer a respeito... :D
    Desde Já
    Muito Obrigado"!
    Sei pouquissímo a respeito pós-morte, nunca reciclei reavaliando verdades, como agora estou fazendo..

  4. Blog evidente.info: Edmilson disse...

    Há muitos livros psicografados a respeito do assunto. Eu não leio muito sobre o assunto, embora seja muito interessante e esclarecedor. Segundo Jesus, “minha família são aqueles que fazem a vontade de Deus” (Marcos, 3:35) e não exatamente os próprios familiares que na realidade, são resgates carmicos.

    Porém, a “vontade de Deus” não significa doutrina religiosa, como muitos pensam. Isso significa o despertar de nossa consciência: “... não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres”. A entrega, sem nada pedir e nada lamentar. Mesmo assim, Jesus fez uma tentativa de pedido, mostrando que era também humano frágil e inseguro como cada um de nós:

    “Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos, 14:36). Ou seja, humanamente ele não queria morrer, claro (instinto de sobrevivência).

    É interessante ampliar nossa visão e perceber que, diante da eternidade, nossos familiares não são somente aqueles deste momento, ou desta reencarnação. Logo, há muito mais parentes, amigos, inimigos, etc. É impossível está só após a morte. O perdão e a reconciliação são necessários.

    Certa vez Jesus disse para sua própria mãe: “Mulher, que tenho eu contigo?...” (João, 2:4). Eu acho essa frase muito significativa.

    Obrigado!

  5. Anônimo disse...

    Gui
    Hmmm, encontraremos nossas familias amigos, não apenas de uma única Vida?
    E depois da forma humana, que forma teremos? E qual foi a forma precedente a este, (se houve)

  6. Blog evidente.info: Edmilson disse...

    A Vida universal não tem uma forma definida, por isso pode ter a forma que quiser quando individualizada. Em cada reencarnação temos uma forma aparente diferente, provisória. O corpo interior é um, apesar de se desdobrar em vários. Ele é eterno e belo. Ele é toda a riqueza inimaginável pelo nosso pequeno intelecto (onipotente, onipresente). “Eu e o Pai somos um”. Eu Sou agora e sempre.

    Após interrogar, procure sentir. A Vida é percebida e sentida além da mente.

    Um abraço fraterno!

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