Cristo Não Significa Pessoa Humana

Façamos do Espírito uma realidade e paremos de usar a palavra Cristo como se Cristo fosse algo de 2.000 anos atrás - algo separado de nós. Cristo é ainda a Criancinha; Cristo ainda está nascendo na manjedoura da nossa crença humana, do nosso pensamento humano. Sim, Cristo é uma realidade vivente e Ele é a essência de toda forma. Mas, observe isso: só nossa percepção consciente da presença do Cristo faz com que Ele apareça como forma visível (Joel S. Goldsmith, em "As Palavras do Mestre").

Segundo o apóstolo Paulo:


Não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos. Porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido; e até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará. Ora o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor ai há liberdade.


Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo como um espelho à glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (II Coríntios, 3:13 a 18).

Se você já conhecia a Bíblia e achava que já havia compreendido estes versículos, leia atentamente o significado descrito abaixo, e descubra o que você ainda não sabia ou não havia percebido.


O apósto Paulo estava se referindo as novas seitas e religiões baseadas no Evangelho (II Coríntios, 2:17), as quais surgiram e voltaram a cometer o mesmo erro, infelizmente agora utilizando o nome de Jesus e não mais o de Moisés ou Abraão. Ou seja, alguns deixaram de se apegar a Moisés e se apegaram a Jesus (humano). Trocaram apenas de ídolo de "barro".


Conforme consta, Moisés usava um véu de tecido sobre o seu rosto, cujo significado simbólico era para que os filhos de Israel não se apegassem a sua aparência física, ao seu corpo carnal passageiro e transitório. Mas, mesmo assim, os filhos de Israel (religiosos) ficaram com seus sentidos endurecidos, porque se identificaram com a aparência física de Moisés, da mesma forma que muitos religiosos se identificaram com a aparência física de Jesus Nazareno. Ambos "ídolos de barro" (corpo carnal, aparência). Ou seja, aconteceu o mesmo com muitos seguidores do Evangelho de hoje.


Sentidos endurecidos, portanto significa "mente rígida, inflexível". Esse tipo de devoção significa idolatria, segundo Paulo escreveu em "Aos Romanos".


Segundo o apóstolo Paulo, até hoje (ou até a sua época), o povo tinha a mesma crença materialista dos filhos de Israel. Por isso Cristo aboliu (atualizou) as lições do Velho Testamento, mas quando se convertessem realmente ao Senhor, o qual é Espírito e não a Jesus Nazareno (humano), que era igualmente e fisicamente passageiro e transitório, como Moisés, o "véu" do materialismo seria tirado.


Observe que apenas um homem (humano), livre, aboliu as lições do Velho Testamento (as leis de Moisés) que várias gerações haviam seguido como sendo a verdade máxima. Isto é deveras interessante, porque geralmente o que as pessoas fazem, é se apegarem às doutrinas antigas e ultrapassadas. E ainda buscam impossíveis justificativas para tentar provar que uma doutrina antiga, ainda permanece intacta e original depois de milhares de anos.


É claro que a palavra "aboliu" utilizada pelo apóstolo Paulo, é força de expressão. O que percebemos nos Evangelhos, é que Jesus apenas revisou, ou digamos modernizou as lições de Moisés. Portanto, aqueles que acreditam que o Velho Testamento não precisava ser revisado, porque tais ensinamentos continuam íntegros depois de milhares de anos, na verdade não concordaram com o que Jesus fez. Mesmo assim, dizem que estão pregando o Evangelho de Cristo.


Aqueles que haviam compreendido a verdade divulgada por Jesus Cristo, como alguns discípulos, que o Filho de Deus significa a natureza espiritual do homem, e não a pessoa humana de Jesus, todavia estavam agora com o rosto descoberto, sem o "véu" da visão materialista, refletindo como um espelho à glória espiritual do Senhor, e devido a esta percepção espiritual estavam agora, sendo novamente transformados através da glória de Deus (da Vida, Consciência), na mesma imagem do Espírito do Senhor (nossa verdadeira natureza interior). Isto significa o despertar da nossa consciência espiritual.


Através do Evangelho pessimista e moralista pregado ainda hoje, diretamente e indiretamente (através de religiões e seitas diferentes), podemos perceber que o "véu" do materialismo permanece sobre a visão daqueles que seguem a Bíblia ao pé da letra. Pois, muitos continuam acreditando que o corpo carnal de Jesus de Nazaré foi concebido pelo o "Espírito Santo". E como vemos segundo Moisés e Paulo, nós não devemos olhar firmemente (apegar-se) a aparência humana, porque ela é transitória, pois a sua origem é o pó da terra. No entanto, Cristo significa Espírito e liberdade segundo Paulo.


Se o corpo carnal de Jesus Nazareno fosse realmente concebido somente pelo Espírito "Santo" (princípio feminino da vida), mesmo sendo uma grande contradição (mentira), Deus (a Vida sábia) teria escolhido a geração dos anjos e não a geração de Abraão, para manifestar o Espírito de seu Filho (Cristo, Consciência), conforme está escrito, para que em tudo Ele fosse igual a nós (Hebreus, 2:16 e 17).


A frase “expiar os pecados”, descrito no final do segundo versículo citado, se refere à purificação ou libertação da idéia de pecado (consciência de pecado), má consciência adquirida através da “serpente astuta” (cérebro duplo). Árvore do conhecimento malicioso oposto (bem e mal). Erro da razão, sabedoria humana, demasiada humana.


Jesus, ao dizer que a carne para nada aproveita (João, 6:63), confirmou que não devemos nos apegar a aparência humana, porque não é eterna e sempre volta ao pó, a sua origem, conforme está escrito também em Eclesiastes, 12: 7.


Jesus ao afirmar:


Deus é espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (João, 4:24).

Ele estava dizendo que Deus (a Vida interior) não é a aparência humana de Jesus ou de qualquer outra pessoa. Todavia, muitos religiosos dirão como sempre: "Eu adoro um Deus vivo!". Porém, continuam acreditando que foi o corpo humano de Jesus que ressuscitou, e continuam acreditando que Jesus foi gerado e concebido diferente de nós. Desse modo, não estão amando realmente a vida, mas a morte, um deus feito de carne (corruptível).


Portanto, devido o apego à matéria (aparência), pretendem que ela permaneça eternamente, mesmo sendo efêmera. Ainda hoje adoram a imagem aparente e transitória de Jesus Nazareno, assim como os filhos de Israel adoravam a imagem aparente e transitória de Moisés e de Abraão.


O apóstolo Paulo, ao falar sobre idolatria disse que os homens religiosos (intelectuais da época), dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Ou seja:


Pois, mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível... (Romanos, 1:22 e 23).

Ou seja, confundiram o verdadeiro Homem espiritual e imortal, com sua aparência material e mortal. Transformaram Cristo (Espírito incorruptível) em um homem carnal (corruptível). Por isso, passaram a adorá-lo como sendo um deus externo e separado de nós, assim como adoraram a Abraão e a Moisés.


Para deixar mais claro, Paulo ainda disse:


Daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo (II Coríntios, 5:16).

Conclusão, após compreender a verdade a respeito da natureza espiritual do ser humano, a partir de agora, a ninguém mais veremos segundo a carne. E mesmo que tenham conhecido Cristo segundo a carne (Jesus humano), a partir de então, não o veremos com a mesma e antiga visão humana limitada. Porque somos a vida e não a forma física e psicológica. Isto significa o despertar da consciência espiritual da humanidade, ver além das aparências.


Confira agora esta mesma verdade única através de outro ângulo:


"Doravante não reconheceremos o homem pela carne". E como, pois, o reconheceremos? Como um filho de Deus, sua verdadeira identidade. À medida que conhecemos a nós mesmos e a todos os demais, como sendo de descendência espiritual, nunca olharemos para o corpo, mas diretamente para os olhos, até poder ver por trás deles, além do homem mortal, além do homem jovem ou velho, doente ou sadio, onde está entronizado o Cristo. O homem visível quer doente, quer sadio, não é o homem - Cristo, o Eu espiritual daquele homem, não está sujeito às leis da carne, nem mesmo da carne harmoniosa, mas está sujeito apenas ao Cristo.


Temos o dever - e não só perante nós mesmos - de fazer com que o mundo reconheça o homem não pela carne, e sim que reconheça a cada um como de fato deve ser reconhecido, não atribuindo qualidades boas ou más, tanto para amigos como para inimigos, cessando de pensar sobre sua história passada, presente e talvez futura; temos de olhar para ele apenas como uma pessoa e vê-lo em sua identidade espiritual (Joel S. Goldsmith, em "O Trovejar do Silêncio").


"Não chames a ninguém na terra teu pai: pois um é o teu Pai, que está no céu" (Mateus, 23:9). E que significa isto, exceto que se deve reconhecer a origem espiritual de todo homem? (Joel S. Goldsmith, em "Viver Agora").

Segundo o apóstolo Paulo, o ser humano aparente é uma imagem corruptível (passageira). E a imagem de Deus é incorruptível (a própria vida real e eterna). Porém, é necessário compreender que o verdadeiro Homem que a vida criou, segundo a sua semelhança eterna e incorruptível, é um Ser espiritual, e não o ser humano corruptível (temporário). Senão faremos confusão, mesmo sem querer.


Mas, será que todas as pessoas que lêem a Bíblia sabem o que significa "imagem corruptível e imagem incorruptível"? Por via das dúvidas, devo esclarecer que o contrário de corrupção é incorruptível ou incorrupto, que significa "conservado e inalterado", neste caso, conservado e inalterado eternamente.


Portanto, o ser humano devido retornar sempre ao pó da terra, não pode ser incorrupto jamais, ou seja, "conservado e inalterado" (eterno ou imutável, na forma que se encontra). Logo, o corpo físico é naturalmente corruptível, sujeito a corrupção, ou seja, sujeito a decomposição e putrefação natural (segundo as leis da matéria). Mas é lógico que os religiosos moralistas, preferem interpretar a palavra "corrupção", no sentido de "depravação" e "devassidão". Porém Paulo se referia a imortalidade ou eternidade do Espírito e não insinuou nenhuma idéia de pecado nesse caso.


Isto significa que não importa se Jesus era fisicamente feio ou bonito, se Ele era branco ou negro, alto ou baixo, gordo ou magro (Isaías, 53:2 a 9), o que importa foram somente suas belas e positivas palavras de amor, perdão e reconciliação, que não levava em conta o "pecado" (II Coríntios, 5:19), as quais não se encontram mais no Evangelho hoje pregado. O que ouvimos hoje é um Evangelho de palavras negativas e cruéis (de condenação) que condenam o homem, as quais levam em conta o "pecado" (falta de amor e perdão), (Tiago, 3:8 a 12).


Tais versículos otimistas como (II Coríntios, 5:19), são geralmente ignorados pelos pregadores de hoje. Na realidade sempre foi assim, devido o estado de consciência que ainda se encontram. Só priorizam o que é pessimista, observem, por favor. Vejam como eles recorrem ao livro de Eclesiastes, tentando condenar o homem ainda mais. Observem atentamente! Contudo, o livro de Eclesiastes se refere ao corpo carnal, o qual se encontra debaixo do sol. Todavia o homem não é matéria (aparência). Portanto, não adianta tentar condenar o homem, pois a Vida real interior é eterna e inocente por natureza.


2 comentários:

  1. HOMEM DE EXCELENCIA disse...

    GRAÇA E PAZ!
    GLORIAS A ADEUS POR ESTÁ ILUMINANDO SEUS OLHOS ESPIRITUAIS..CONTINUE BUSCANDO A DEUS..

  2. Blog evidente.info: Edmilson disse...

    Obrigado.

    Felicidades!

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