Abolição dos Rudimentos da Doutrina de Cristo

Semelhança entre Jesus e Nietzsche

Por mais incrível que possa parecer, vamos verificar atentamente certa semelhança existente entre Jesus e o filósofo Nietzsche. Porém, antes de você resistir mentalmente a tal novidade ou paradoxo, pelo menos verifique se tal conteúdo tem ou não algum fundamento. Todavia, cuidado com a resistência mental ao que é novo e desconhecido.


Analisemos primeiro a visão de Nietzsche e depois comparemos com a visão do apóstolo Paulo:


Tudo o que até agora a humanidade considerou sério, não são nem sequer realidades, são simples fantasmas da imaginação ou, para me exprimir com mais rigor, são mentiras derivadas de maus instintos de naturezas doentias, prejudiciais ao sentido mais profundo - todas as noções como "Deus", "alma", "virtude", "pecado", "o além", "verdade", "vida eterna".

Ou seja, tais noções foram ensinadas de forma equivocada e a humanidade aceitou como sendo uma verdade absoluta sem questionar, apesar do apóstolo Paulo já ter abolido também tais noções ou fundamentos rudimentares. Para entender melhor esta questão, observe agora atentamente na carta escrita aos hebreus pelo apóstolo Paulo, uma semelhança inacreditável entre a visão de Jesus e a de Nietzsche. Verifiquemos minuciosamente:


Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. (Hebreus, 6:1° a 2).

Dependendo da sua crença atual e interpretação anterior aceita, talvez você tenha que ler várias vezes tais versículos até compreender corretamente.


Segundo o dicionário, a palavra "rudimento" significa: "Começo, esboço, primeiras noções, conhecimento geral e superficial ou elementar (de uma arte ou ciência)".


Agora observemos como e porque o apóstolo Paulo aboliu literalmente os rudimentos da doutrina de Cristo. A propósito, você leitor alguma vez havia ouvido falar em "rudimentos da doutrina de Cristo"?


Analisemos antes detalhadamente o que significa "os rudimentos da doutrina de Cristo", o fundamento do arrependimento de obras mortas (arrependimento de pecado), da ressurreição dos mortos, do juízo eterno, da fé em Deus, etc. Veremos que tais rudimentos não era doutrina do apóstolo Paulo, conforme acreditava o filósofo Nietzsche, porém uma doutrina estratégica e provisória utilizada sabiamente por Jesus, devido à necessidade do povo ignorante daquela época. Quanto à eliminação inclusive do fundamento da "fé em Deus", muitos vão ficar chocados inicialmente, até compreender o que significa isso.


Para facilitar nossa compreensão inicial, vejamos o que diz o místico e espiritualista Joel S. Goldsmith, sobre a questão da tal "fé em Deus". Contudo ele também não professava nenhuma religião, assim como eu. Embora ele houvesse estudado e praticado a Ciência Cristã (americana) durante 16 anos:


A palavra "fé" é pervertida quando se torna fé em alguma coisa ou alguém, mesmo em Deus. Não pode haver fé em pessoa alguma ou coisa alguma, em conceito algum ou idéia alguma. A única fé verdadeira que existe é a fé que confia em Deus para dirigir Seu universo sem qualquer ajuda do homem. Eu Sou não precisa de fé porque Eu Sou matem a si próprio e, portanto, não precisa de ajuda.


Depositar fé em qualquer coisa externa - uma pessoa ou coisa, uma idéia ou conceito - é o mesmo que ter medo de bombas, de germes ou do tempo. Não deve haver fé em coisa alguma ou pessoa alguma, assim como não deve haver medo de coisa alguma ou de pessoa alguma. Então você pode descansar na segurança do É.


No momento em que tem fé em uma coisa ou um pensamento, em uma idéia ou um conceito, você constrói um ídolo e depois precisa curvar-se e adorá-lo. Quando você fala em fé, não deve ser fé em. A princípio este tipo de fé exige um grau de coragem, porque significa que, enquanto houver quaisquer aparências negativas ou más, você precisará aprender a não temê-las e não pedir ajuda contra elas.


Quando você pede ajuda, a ajuda que está pedindo deve ser ajuda para ter a coragem de ignorar as aparências, embora você reconheça que existem aparências. Se pedir ajuda para livrar-se das aparências, você está no sonho humano. A capacidade de afastar-se do medo está em proporção direta com sua fé, uma fé sem a palavra "em". Esta é uma idéia difícil de dar ou receber e você não pode recebê-la enquanto estiver tentando compreendê-la, porque a mente não pode apreender o intangível (Viver Agora).

Através da observação atenta dos dois versículos de Hebreus citados acima, fica claro que a idéia de "juízo eterno", ou "castigo eterno de Deus", não era propriamente do apóstolo Paulo, conforme havia pensado e criticado o filósofo Nietzsche em alguns de seus livros, mas fazia parte da doutrina rudimentar, provisória e estratégica de Cristo. Apenas uma doutrina rudimentar e provisória, como se refere o apóstolo Paulo.


Perceba agora a importância de tal assunto que continua escrito na Bíblia e que ninguém deu ainda o devido valor e atenção (alguns que perceberam, não entenderam direito ainda).


É difícil até de acreditar que estes dois versículos citados (Hebreus, 6:1° a 2) ainda permanecem escritos até hoje na Bíblia. E os fariseus convertidos daquela época e os religiosos de hoje que seguem a Bíblia, como será que reagiram a tal mudança radical? Provavelmente muitos, todavia não entendeu direito, tais versículos, mas outros entenderam sim, embora não puderam aceitar e ignoraram conforme fazem até hoje. E outros foram além, tentaram confundir o nosso entendimento modificando o conteúdo seguinte, conforme veremos.


Preste atenção nas palavras e frases escritas pelo apóstolo Paulo: "Deixando", "não lançando de novo". Embora, no continuar dos versículos tentaram ocultar a conclusão de Paulo conforme verificaremos.


Até o versículo dois ficou claro que Paulo abriu mão realmente e definitivamente dos rudimentos da doutrina de Cristo, através da mudança de graus de iniciações, não lançando mais o fundamento a respeito do "arrependimento do pecado" (obras mortas do passado), nem a respeito da "fé em Deus" (no céu ou espaço, separado do homem), nem do "batismo com água" (batismo de João Batista), "imposição das mãos", "ressurreição dos mortos" (dos sepulcros no futuro), nem a respeito do tal "juízo eterno" (castigo eterno de Deus). Porque tudo isso era crença religiosa popular dos fariseus, que Jesus havia aproveitado como introdução ou iniciação espiritual do povo ignorante, para não assusta-los com a grande novidade que viria posteriormente.


Por isso, o apóstolo Paulo havia dito que eles não estavam sendo doutrinados como pessoas espirituais, mas como pessoas ainda carnais. Com "leite" e não com "manjar" (I Coríntios, 3:1 e 2). Portanto, Jesus tinha uma visão científica semelhante à visão de Nietzsche e não uma visão infantil e ingênua como os religiosos de sua época.


O próprio filósofo Nietzsche não foi capaz de compreender os versículos de Hebreus 6:1° a 2. Do contrário, ele jamais teria criticado o apóstolo Paulo. Portanto, ele não havia percebido que o apóstolo Paulo pregou inicialmente um Evangelho superficial, devido à necessidade da época, apenas como introdução provisória, através de graus de iniciações (I Coríntios, 3:1 e 2), sem falar na adulteração dos fariseus. Porém, a partir do capítulo 15 deste mesmo Evangelho (I Coríntios), Paulo aprofundou o ensinamento, cujo conteúdo muitas pessoas ainda hoje não compreendeu. Portanto, não devemos aceitar cegamente o ponto de vista de Nietzsche contra Paulo, afinal ele não era o dono da verdade, e inclusive conforme ele próprio disse: sua interpretação não era a única.


Observe que, a partir do versículo 3 de Hebreus capítulo 6 (prosseguindo até o versículo 20), o assunto muda completamente, e acrescentaram um conteúdo confuso, embora no final do versículo 20, tentaram imitar as palavras de Paulo presentes no capítulo 5 anterior. Por exemplo, após o apóstolo Paulo abrir mão dos rudimentos da doutrina copiada dos fariseus, cujos rudimentos eram tidos até então como verdades fundamentais pelos novos convertidos, acrescentaram discretamente o seguinte:


E isto faremos, se Deus o permitir. Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificaram o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério (Hebreus, 6:3 a 6).


Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho da caridade que para com o seu nome mostrastes enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança; para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas. Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, dizendo: Certamente, abençoando-te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei... (Hebreus, 6:10 a 14).

Bla, bla, bla. Agora eles estavam divulgando o Velho Testamento. Ou seja, desejavam que não houvesse realmente nenhuma mudança, que as coisas continuassem a mesma até o fim. Foi à resistência comum da mente condicionada ao que é novo. Acreditavam que Deus estaria sendo injusto se permitisse de fato a proposta de Paulo. Os indivíduos considerados "santos" esperavam continuar sendo servidos pelas pessoas humildes e ingênuas. Eles acreditavam que se os rudimentos da doutrina fossem abolidos, os iniciados recairiam e desta vez, seria impossível a redenção. Conclusão forçada: Nada de abolição da doutrina rudimentar.


Quanto a tal "recaída", se esqueceram que no passado a humanidade havia passado por semelhante experiência, segundo o livro de Gênesis. Não acreditavam em um Deus que possuía um perdão eterno. Além do mais, continuaram acreditando no castigo eteno de Deus, mesmo após a eliminação de tais falsos fundamentos! Isto é doutrina de fariseu.


Questionemos: Se o apóstolo Paulo não concluiu realmente o que havia proposto, então por que ele propôs tal mudança radical? Qual seria a importância em não mais utilizar os rudimentos da doutrina de Cristo? Com que propósito Jesus havia utilizado inicialmente uma doutrina rudimentar e provisória? Por que o apóstolo Paulo chegou à mesma conclusão que o filósofo Nietzsche? Questione por favor.


Devido à convicção deles, parece que tinham medo de apagar totalmente o que já estava escrito, mas o apego ainda à crença antiga, de muitos novos convertidos era demasiado forte para aceitar alguma mudança ou novidade, principalmente tão radical. Veja a contradição, alegaram que só promoveriam a mudança que Paulo fez, se "Deus" permitisse, negando que tal doutrina provisória fosse apenas rudimento, crendo que tal doutrina servisse realmente para alguma coisa. Os rudimentos para eles não era rudimentos, mas uma verdade embasada e profunda.


Perceba atentamente que em tais versículos exemplificados, o apóstolo Paulo disse: "Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento de tal doutrina", ponto final. E concluiu o assunto no versículo 2, exemplificando claramente quais eram os fundamentos rudimentares que estavam sendo abolidos naquele exato momento. Contudo, a partir do versículo 3, devido a dificuldade em aceitar tal mudança, não conseguiram abrir mão do fundamento da doutrina antiga. Assim, tentaram deixar o assunto, todavia duvidoso e incompleto, como se nada houve acontecido. Felizmente não eliminaram o conteúdo por completo. Enquanto isso nós devemos considerar que, quando Paulo escreveu, não havia a numeração dos versículos.


Desse modo tentaram subestimar nossa inteligência. Negaram que a doutrina introdutória de Cristo significava apenas e somente rudimentos. É este o falso Evangelho divulgado ainda hoje no mundo inteiro, ou seja, ainda divulgam apenas os rudimentos da doutrina de Cristo. E mais uma vez o filósofo Nietzsche sabia o que estava falando.


O interessante disso é que, uma pessoa religiosa após escrever os dois versículos inteiros em seu blog na internet, escreveu em seguida que somente o fundamento da imposição das mãos deveria de fato ser abolido, ignorando os demais. Provavelmente foi só isso o que ela conseguiu entender e enxergar. Tal pessoa ignorou os demais fundamentos abolidos porque ela acreditava que a imposição das mãos não deveria continuar sendo utilizada porque sua religião não utilizava, e tentava provar discretamente que as religiões que utilizavam estavam equivocadas. Porém muita gente vai ler os dois versículos na internet, e poderão acabar entendendo o que está escrito principalmente se lerem tais versículos atentamente várias vezes. Embora, não seria necessário reler se não fosse o "véu" das interpretações ingênuas e religiosas que nos impossibilita enxergar o que simplesmente está escrito.


Na realidade, esta pessoa religiosa, na sua simplicidade conseguiu até ir além da maioria dos religiosos e demais pessoas que lêem a Bíblia. Ela pelo menos percebeu o que os versículos diziam, enquanto que os demais nem isso percebem. Ignoram completamente o que o texto está dizendo. Observe na internet, como citam estes dois versículos de Hebreus ignorando completamente o significado.


Geralmente quando a pessoa acredita no contrário, ou seja, que a imposição das mãos e os demais fundamentos rudimentares devem continuar, ignoram e evitam tais versículos. Observe que o Evangelho hoje pregado, em nada difere da doutrina dos fariseus daquela época. Continuam utilizando os mesmos fundamentos abolidos por Paulo, como se de fato, nada houvesse acontecido.


Segundo eles: "É impossível que aqueles que alcançaram à iluminação e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimentos". Porém, o "arrependimento" (obras mortas do passado), era um dos rudimentos da doutrina provisória de Cristo que Paulo já havia abolido, não tinha valor real algum, porém era à base da crença deles, como ainda hoje.


Arrependimento significa sentimento de culpa, psicologicamente falando. Porque a pessoa fica constantemente lembrando do passado que já não existe. Lembrança é memória, perdoar o passado e a nós mesmos, significa esquecer o passado. Perdoar o passado e a si mesmo, não significa sentimento de culpa, nem se lembrar do passado através do arrependimento, como se o passado fosse uma realidade. Perdoar a si mesmo significa não cometer os mesmos erros do passado, a partir de agora.


No entanto, alguém pode perguntar: "Mas, como é possível obter a redenção sem haver mais o arrependimento dos pecados?" Ora, ao descobrir nossa verdadeira identidade espiritual interior, sabemos que tais fundamentos provisórios são artifícios utilizados por pessoas que não conhecem a si mesmos. Por isso que Jesus introduziu de forma provisória em sua doutrina rudimentar, devido à ingenuidade e ignorância das pessoas. Se não fosse rudimentar, não precisaria ser abolida mais tarde. Mas era e é rudimentar conforme está escrito.


Precisamos compreender intimamente a seguinte questão:


Nunca se preocupe com as coisas que você teve ontem, mas não tem hoje. Nunca se incomode com as oportunidades que você perdeu no passado. Nunca se preocupe com os anos que ficaram para trás. Não se preocupe sequer com os anos de seus pecados passados ou de sua juventude desperdiçada. Nem mesmo se arrependa de não ter conhecido essa verdade há dez anos. Hoje é o único dia em que você está vivendo. Você não pode viver o ontem, e é uma perda de tempo tentar. Você não pode viver o amanhã, porque, por mais estranho que pareça, nenhum de nós nunca vê o amanhã. É sempre hoje. E é sempre este minuto. E é sempre este minuto no qual eu sou a plenitude de Deus. E é sempre este minuto no qual Deus está aparecendo infinitamente como o meu ser individual. Isto é tudo com o que tenho de me preocupar. Tudo com o que tenho de me preocupar é com a alegria, com a paz, com a harmonia e com o domínio deste minuto. E se eu viver continuamente nesta consciência, neste minuto, então cada minuto que se seguir, será exatamente tão feliz e alegre como este - uma manifestação firme e contínua do bem (Joel S. Goldsmith, em "As Palavras do Mestre").


Todo momento que desperdiçamos a viver no passado, é um momento de vida sem Deus... Deus não está no passado: Deus está aqui, Deus é agora... O único meio de nos colocarmos sob a lei de Deus, é abandonar tanto o passado quanto o futuro e nos harmonizarmos com Deus aqui e agora, pela compreensão espiritual de que Ele é a única Presença, a única Ação, o único Ser.


Preocupar-se
com o passado, afligir-se ou condenar-se pelo que se tenha feito, é desperdício de tempo, porque Deus não está no passado. E se Deus não está no passado, nós também podemos afastar-nos do passado. Além disso, não precisamos interessar-nos pelo futuro, salvo no que respeita aos planos que resultem naturalmente das idéias que nos tenham sido espiritualmente inspiradas sobre o que deverá ser feito.


Quando dominamos e vivemos o princípio do viver sempre no eterno agora, todo momento de nossa vida se reveste de vital importância para nós. Depois que aprendermos esta lição, jamais ligaremos importância aos dias que passaram.


No presente é que se constrói o futuro. O passado é passado, e nada se pode fazer com ele. Mas se pode fazer muito no presente imediato, que governa tudo o que chamamos futuro (Joel S. Goldsmith, em "Setas no Caminho do Infinito").

Reflita sobre a frase utilizada pelo o apóstolo Paulo: "Obras mortas". O arrependimento dos pecados até então pregado para os leigos, significava uma irrealidade porque o pecado ou o erro não era e nem é algo permanente. Não é o que sempre é e sempre será eternamente. Na realidade, é algo psicológico simplesmente.


Portanto, a suposta queda espiritual do ser humano (expulsão do paraíso), não passou de ilusão da nossa mente (erro da razão, juízo humano equivocado). Estado de inconsciência humana. Complexo de inferioridade, ou seja, condicionamento mental paulatino através das diversas e milhares de crenças principalmente religiosas, conforme o filósofo Nietzsche também havia detectado e comentado em seus livros. Entende agora a importância do trabalho do filósofo Nietzsche?


Os denominados "anjos caídos" somos nós mesmos devido à ilusão de nossa mente. Observe as ações humanas. Demônios são pessoas ou espíritos, encarnados ou desencarnados, cada um com seu mais ou menos grau de consciência espiritual. Não existe Deus ou Diabo separado de nós. Isto é uma questão de estado de consciência.


Não precisamos imitar ninguém conforme eles sugeriram nos versículos anteriores, pois nós somos a própria Vida invisível aos cincos sentidos, e não apenas o cérebro que vira pó. Precisamos ser e não imitar (nada é superior a nossa vida). Portanto, o lema bíblico "sede meus imitadores como sou de Cristo" (a Vida), significa doutrina de fariseu (Evangelho adulterado pelos escribas). Todavia, o ego (crenças mentais) é que é uma imitação barata da vida real.


Quem acrescentou os textos, estava ainda apegado e acreditando no castigo eterno de Deus ou juízo eterno (crença dos fariseus), e ignorou o procedimento do apóstolo Paulo. Logo detectamos aí, o surgimento de uma nova seita ou religião com base num Evangelho adulterado. Isso deve ter acontecido (pelo menos verbalmente através de sermão) mesmo antes de Paulo morrer, porque ele havia se referido a tal adulteração (Filipenses, 1:18 e 19). Inclusive, Jesus advertiu muito aos seus discípulos sobre isso. E também, tal adulteração deve ter continuado após a morte de Paulo, desta vez por escrito.


O problema foi que tal Evangelho equivocado prevaleceu, e infelizmente o conteúdo que sobrou para nós, ainda continua sendo adulterado a olhos nus, e ninguém fica indignado. Mas a glória dos pessimistas e moralistas, todavia está chegando ao fim!


Hoje, muitas pessoas religiosas ou não, não acreditam mais em tal paranóia de castigo eterno, com exceção ainda dos fanáticos. Neste caso, se fosse o apóstolo Paulo quem tivesse escrito tal bobagem, ele estaria demonstrando certo apego ainda aos rudimentos da doutrina. Então ele teria se recusado a aceitar a sabedoria espiritual de seu mestre Jesus. Desse modo ele teria tentado ser mais sábio do que Jesus. Assim sendo, então o filósofo Nietzsche estaria correto ao criticá-lo. Contudo, se Paulo pensasse realmente assim, ele não precisaria escrever que era necessário abrir mão dos rudimentos da doutrina antiga. Por favor, não subestimem a nossa inteligência.


Tais fariseus, provavelmente foram os alunos reprovados da verdadeira escola iniciática de Cristo. E não duvide, pois foi à maioria que não conseguiu acompanhar a novidade (ciência). Eles permaneceram grudados aos antigos rudimentos da doutrina de Cristo (crença, fábula). Por isso, a partir do versículo três, eles fizeram o maior esforço para ludibriar as demais pessoas, na tentativa de ocultar que houve de fato mudança de grau de iniciação.


Isso mostra que Jesus e Nietzsche estavam muito além de sua época. Agora já podemos até imaginar (rapidamente) o magnífico trabalho que Jesus deve ter feito em matéria de psicologia naquela época, que infelizmente se perdeu devido à ignorância daquele povo bárbaro e sanguinário.


Quanto à sábia e otimista psicologia de Jesus, algumas pessoas inteligentes e de bom gosto já vem tentando resgatar, pelo menos o pouco que restou nos Evangelhos. Contudo, enquanto isso, não adianta tentar negar a ciência, porque inteligência emocional é ciência e não religião (crença).


Uma maneira eficiente de detectar o conteúdo fabuloso e pessimista dos fariseus é quando lemos os Evangelhos e percebemos algo que tenta nos menosprezar e nos distanciar de Cristo (nossa vida). Ou, quando insistem nos rudimentos da doutrina de Cristo, que já foram deixados para trás, como "arrependimento de obras mortas do passado" (idéia de pecado), "fé em Deus" (no céu, longe, separado do homem), "doutrina dos batismos", (batismo com água de João Batista), "imposição das mãos", "ressurreição dos mortos dos sepulcros no futuro" e "juízo eterno" (castigo eterno de Deus). Noções ou fundamentos falsos que nos condenam em vão até hoje.


A imposição das mãos, por exemplo, é ainda muito utilizada em diferentes religiões através de outros nomes. Independentemente de crenças religiosas, a tal imposição das mãos, hoje muito conhecida como Reiki, é apenas uma terapia, cujos benefícios reais são conhecidos e experimentados por muitas pessoas, tanto religiosas e não religiosas. Portanto, ainda pode ser utilizada com o propósito de chamar a atenção das pessoas leigas (Marcos, 9:25). No entanto, a imposição das mãos não é mais importante do que nossa verdadeira identidade espiritual interior (Eu Sou). Enquanto isso significa apenas artifício que serve para auxiliar ou aplainar o caminho para o despertar da consciência espiritual da humanidade. O que a Bíblia chama de "preparar o caminho do Senhor". Contudo, o Senhor é Espírito, segundo Paulo. Você já pode entender isso? Este Espírito não está separado de você, nem é outro Espírito, senão o seu e meu Espírito (Consciência espiritual). E onde está o Espírito de Cristo, aí há liberdade, segundo o apóstolo Paulo (II Coríntios, 3:17). Portanto, cuidado com rituais inúteis religiosos (crenças, superstições, sabedoria humana) que escravizam a nossa vida, utilizando falsamente o nome de Deus com muito boa intenção.


Ouça a "voz" de seu interior, preste atenção em sua intuição (sexto sentido). Ou seja, você não precisa amarrar um cordão e um pêndulo em seu pescoço para poder conseguir utilizar a imposição das mãos. Isso não seria um tipo de cabresto para nos manter preso a alguma religião? Quantas pessoas utilizam a imposição das mãos sem precisar nada disso? E os resultados são os mesmos. Agora, se você quiser continuar escravo, é uma questão de opção e livre-arbítrio. Eu, particularmente devolvi o cordão e o pêndulo que colocaram em meu pescoço, o qual eu utilizei durante um ano, pois estava me sentido escravizado e sufocado.


Quanto aos "anjos caídos", espíritos encarnados e desencarnados, comentado anteriormente (estados de consciência variados). Na verdade há um Espírito único interior (Consciência, Cristo em nós), porém um estado de inconsciência espiritual deixa o Espírito como se fosse outro, ou como "espírito do homem". No entanto, "um espírito no homem, ou do homem" é força de expressão. Não existe um espírito no homem, o Homem é Espírito, mesmo que ainda inconsciente espiritualmente.


Eu considero esta descoberta, referente à eliminação dos rudimentos da doutrina de Cristo, a mais importante da atualidade depois da descoberta de que o tempo é uma ilusão e de que a matéria é energia. Ou seja, fomos enganados pelo fanatismo religioso e vivemos hoje uma realidade sombria e infeliz sem necessidade.


Se ainda hoje não somos capazes de compreender tais versículos (Hebreus, 6:1° a 2), imagine na época de Jesus! Até então, a ressurreição dos mortos era uma crença semelhante a dos egípcios, que esperavam a ressurreição dos corpos mortos embalsamados. A única diferença, é que não embalsamavam mais os corpos. Logo, a crença anterior a respeito da ressurreição era até mais lógica, apensar de também infundada, cientificamente falando. Pois, já que os corpos mortos vão ressuscitar no futuro, nada mais inteligente do que embalsamá-los para conservá-los.


Quanto à ressurreição de alguns poucos indivíduos, até o terceiro ou quarto dia no máximo após a morte, inclusive a ressurreição de Jesus, conforme descrita nos Evangelhos, analisaremos em outra oportunidade. Entretanto, se algumas pessoas ressuscitaram de fato após o terceiro dia depois da morte física, algo semelhante ao fenômeno hoje denominado catalepsia, é completamente diferente de esperar que cadáveres se levantem dos túmulos no futuro, sendo que seus corpos já viraram pó.


Quanto à palavra "perfeição" dos versículos citados (Hebreus, 6:1° a 2), evite se apegar a tal palavra, pois evolução espiritual significa o despertar da consciência. Esqueça a velha idéia de "pecado". A palavra perfeição nesse caso significa "iluminação" (vir a ser). Portanto, não tem nada a ver com pose de santo, conforme muitos ainda interpretam.


Esse termo "vir a ser" utilizado pelo filósofo Nietzsche, muitos ainda não entendeu. Este tal "vir a ser" (quem realmente somos) não se refere exatamente ao futuro longínquo, mas agora mesmo. Porque segundo ele, a vida eterna é aqui mesmo. Se você puder compreender o que significa "vida eterna aqui mesmo", você perceberá que Nietzsche estava correto.


Confira algumas pessoas que já compreenderam mais ou menos esta questão. Clique em "rudimentos 1" e em "rudimentos 2".


6 comentários:

  1. Blog do Jow disse...

    As burrices escritas no início do texto me impediram de let o resto. Pra quê perder tempo com este blog? Alguém já abandonou a fé lendo isso?

  2. Blog evidente.info: Edmilson disse...

    Olá Jow. Obrigado pelo comentário. O objetivo não é abandonar a fé, pelo contrário. Não se precipite, leia o resto. Quanto às burrices, uma coisa é querer ou desejar que seja burrice, e outra coisa é constatar de fato a burrice. Fique a vontade para demonstrar e provar as burrices. O objetivo é evidenciar claramente o que está escrito. É natural que, quem pensa diferente, vai estranhar e detestar.

  3. Anônimo disse...

    Muito Inteligente
    Esta me fazendo questionar meus paradigmas mais antigos, vale sempre a pena rever nossas crenças, não gosto particularmente da mais tradicinal "Fê", aquela baseada na interpretação de terceiros ou baseada na ignorância, espero que continue sempre esse maravilhoso trabalho
    Mais uma vez.
    Muito Obrigado

  4. Blog evidente.info: Edmilson disse...

    Desde muito jovem, Jesus já interrogava os próprios doutores da Lei. Acho que nós devemos fazer o mesmo. No entanto, Ele não foi a única criança superdotada.

    Obrigado pelo comentário e elogio!

  5. indeterminista disse...

    É fato entender que você faz distinção entre o cristo e Jesus? Devemos observar que é uma grande coincidência que a estória a respeito de Jesus tenha surgido quando os fariseus estavam em uma guerra feroz contra os romanos. O fato dos judeus preferirem manter suas tradições, deu a eles a condição para existirem hoje como nação. A resistência desse povo, permitiu ao mundo ocidental, a luta contra a tirania cultural cristã. É só uma questão de diversidade e liberdade.

  6. Blog evidente.info: Edmilson disse...

    Sim. Antes, entre os 12 aos 30 anos de idade aproximadamente, Jesus era humano como eu e você. Após sua busca espiritual, ouvindo e interrogando inclusive e principalmente os doutores da Lei, Ele descobriu e manifestou sua verdadeira identidade espiritual. Só então Ele passou a ser Jesus Cristo, ou outro nome qualquer que você prefira.

    A “tirania cultural cristã” depende do ponto de vista ou de uma preferência religiosa. As tradições dos judeus, ou fariseus na época de Jesus, o apóstolo Paulo denominou de “Doutrina de morte e condenação”, exatamente como era e conforme podemos verificar nos evangelhos (Hebreus, 10:28). Lei ultrapassada de Moisés: “Dente por dente, olho por olho” (antiga e ainda atual pena de morte).

    A verdade basta. A verdade (Onipresença, Onipotência, Onisciência) vale mais que qualquer tradição e nação. Portanto, não resista a realidade, pois ela vale mais de que qualquer crença religiosa:

    Para sua reflexão: http://www.evidente.info/2009/04/adulteracao-do-evangelho_828.html

    Obrigado pelo comentário!

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