Atendimento em Hospitais Públicos

Quem trabalha registrado geralmente tem convênio médico. Mas, de repente a pessoa está desempregada e sem convênio médico e precisa de atendimento médico. Nesse caso, ele tem que ir num hospital público, caso não tenha dinheiro para ir a um médico particular.
Tem pessoas que pagam um convênio médico, independente de estarem ou não empregadas. Porém é uma despesa a mais, e quanto mais velha a pessoa for, mais caro é o convênio. Educação e Saúde no Brasil, ainda é comércio. Quanto a isso não resta nenhuma dúvida. Embora não deveria ser, porque é prioridade. Mas no mundo capitalista que vivemos, matam até o próprio pai por causa de dinheiro.
Outro dia, eu precisei acompanhar alguém em um hospital público na Zona Sul de São Paulo. Veja o que eu presenciei.
Eu ingenuamente achei que este tipo de coisa não acontecia num hospital em São Paulo. Vi pessoas gemendo de dor e vomitando, devido uma cólica renal e por falta de medicamento. Vômitos no chão sem ser limpo. Pessoas sangrando. O hospital é enorme, porém o espaço do pronto-socorro é pequeno, não era suficiente para atender os pacientes. Faltavam macas, tinha poucos enfermeiros (as). Os médicos e enfermeiros (as) pareciam que seguiam algum tipo de regras ou burocracia, pois não atendiam imediatamente os pacientes. Fazia-se pouco caso do sofrimento alheio. Eu precisei ir lá dentro pedir para medicarem a pessoa que estava com cólica renal. Acho que eles nunca tiveram uma cólica renal, para saber como dói.
Eu vi pessoas insensíveis, a falta de amor e compaixão. Isso me deixa indignado. Já não importa se eu estou certo ou errado, é assim mesmo que eu me sinto. A pessoa mais humana que eu vi, foi um médico japonês. Os enfermeiros (as) pareciam fantasmas, robôs sem sentimentos. Mortos-vivos, sem nenhum exagero. Precisamos amar e respeitar nosso próximo, "chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram", conforme ensinou Jesus.
Os médicos e enfermeiros que agem assim podem ser devidos obedecer a ordens superiores, ou por falta de sensibilidade e amor. Por não saber e sentir o que é compaixão, não se compadecem facilmente com o sofrimento alheio. Mas, o sofrimento que o meu próximo sente, é o meu próprio sofrimento. Em outro momento, poderá ser eu que esteja naquela mesma situação, como já ocorreu de fato no passado. Precisamos colocar o amor na frente das regras e burocracias, senão vamos fazer o "inferno" durar.
Por que um hospital tão grande tem um pequeno espaço e poucas macas no pronto-socorro? Por que tem que ser assim? Mesmo que num hospital público o atendimento pareça de graça, não é. Os cidadãos já pagaram antes por este atendimento. Mesmo que fosse de graça, deveria ser melhor.
Sinto muito meus queridos irmãos. Porém, eu acredito em dias melhores. Façamos a nossa parte com amor, aqui e agora e não depois. Pois só o Agora existe! Deixar para depois, para o além, significa negligência agora.
Edmilson S. Jesus



